20 de set. de 2010

O farmacêutico e a ética


     Assim como para viver em sociedade importa necessariamente observar e cumprir determinadas normas de conduta individual, exercer uma profissão implica duplamente obediência as normas, pois o profissional, além do dever de observância as regras gerais aplicadas a todos os cidadãos, deve atuar conforme as orientações normativas específicas inerentes ao exercício da atividade profissional. 
     A Farmácia é uma profissão a serviço do ser humano e tem por fim a promoção, a proteção e a recuperação da saúde, individual e coletiva. Consequentemente o farmacêutico atuará sempre com o maior respeito à vida humana e liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem, mantendo o princípio básico de que o homem é o sujeito através do qual se expressa a totalidade única da pessoa (Conselho Regional de Farmácia-MG, 2004).
     O cidadão tem direito ao medicamento e à sua respectiva orientação farmacêutica. Não é admissível, portanto, quaisquer condutas diversas ou dinheiros alheios ao fim específico, que é a aquisiçao do produto pelo valor justo. O repasse de valores que, ressalte-se, leva ao encarecimento dos medicamentos, é prática ilícita de remunerações, bônus ou prêmios à custa da doença alheia.
     No Programa da rede Globo "Fantástico"
no dia 18.04.10 flagrou situações em que farmacêuticos ou Proprietários de farmácias pagavam comissões a médicos. Veja a matéria:

Escândalo Médicos e Farmácias de Manipulação - PARTE 1

  

Escandalo Médicos e Farmácias de Manipulação - PARTE 2


     Diante dessa matéria verifica-se a denúncia às empresas farmacêuticas que oferecem vantagens aos médicos, sob a forma de captação de receitas, ou seja, uma relação promíscua pela chantagem e/ou suborno.
     O farmacêutico, pelo contrário, tem a obrigação de adotar todos os meios para promover a assistência farmacêutica e garantir o acesso ao medicamento da população.  

     Se o farmacêutico verificar esta prática, deverá denunciar o fato ao Conselho Regional de Farmácia ao qual estiver inscrito, cabendo a esse CRF produzir e encaminhar relatório da infração aos órgãos do âmbito de sua jurisdição, sejam Conselho Regional de Medicina e Ministério Público Federal ou Promotoria da Defesa da Saúde. 
     Portanto, cabe a esse profissional não se deixar explorar por terceiros em seu trabalho com o objetivo de lucro, finalidade política ou religiosa. Além disso, o farmacêutico deve ser solidário com as ações em defesa da dignidade profissional e empenhar-se para melhorar as condições de saúde e os padrões dos serviços farmacêuticos, assumindo sua parcela de responsabilidade em relação à assistência farmacêutica, à educação sanitária e a legislação referente à saúde.





Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

13 de set. de 2010

Pele Artificial e Nanotecnologia

    Diante do avanço da nanotecnologia na ciência, cientistas a usa para a criação de uma pele artificial com sensibilidade ao toque. Esta nova tecnologia sob estruturas minuscúlas só tendem a revolucionar a área, além de trazer consigo os prós e os contra à sua aplicação. Confira alguns trechos sobre essa tecnologia retratada na Revista Veja:

     Utilizando técnicas avançadas de nanotecnologia — a ciência das coisas que são milhares de vezes menores que um milímetro — os pesquisadores americanos desenvolveram uma pele artificial dotada de tato que poderá servir, a longo prazo, como solução para dar sensibilidade às proteses artificiais em implantes humanos. "A ideia é ter um material que funcione como a pele humana, incorporando o tato aos objetos", disse o engenheiro Ali Javey, chefe da equipe que está desenvolvendo a pele artificial.
 
Concepção artística de uma mão robótica  
      O feito foi apelidado de "e-skin" pelos cientistas de Berkley e poderá ajudar a resolver um grande problema na robótica — adaptar a quantidade de força necessária para segurar e manipular vários objetos. "Os humanos sabem quanta força é necessária para segurar um ovo sem quebrá-lo", disse Javey. "Se quisermos que um robô faça tarefas de casa, por exemplo, temos que ter certeza que ele não vai quebrar as taças de vinho no processo. Mas também queremos que o robô seja capaz de segurar uma panela sem deixá-la cair".
 
     Os cientistas esperam que a invenção possa ajudar a restaurar a sensibilidade em pacientes com membros biônicos. 

Clique aqui para a Matéria na Íntegra

Fonte: Revista Veja (13/09/2010)




Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

7 de set. de 2010

Nova Geração de Antibióticos pode vir do Cérebro das baratas

Moléculas encontradas no tecido nervoso de baratas e gafanhotos são extremamente tóxicas para as bactérias

Periplaneta americana, nome científico da barata doméstica (stock.xchng) 
 
    Baratas são sujas e nojentas. E justamente por isso elas podem se tornar matéria-prima de antibióticos bem mais potentes que os atuais. Pesquisadores da Escola de Medicina Veterinária e Ciência da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, descobriram que no cérebro de baratas e gafanhotos existem substâncias com propriedades extremamente antibióticas. Tecidos do cérebro e do sistema nervoso dos insetos foram capazes de matar 90% da forma patogênica da bactéria Escherichia coli e da MRSA, uma forma multi-resistente da bactéria Staphylococcus aureus, sem atingir as células humanas. 
     Segundo Simon Lee, autor do estudo, nove moléculas encontradas nos tecidos dos insetos são tóxicas para as bactérias. “Esperamos que essas moléculas possam levar ao desenvolvimento de tratamentos contra a E. coli e a MRSA, que estão cada vez mais resistentes às drogas atuais”, diz. A E. Coli, por exemplo, é responsável pela maioria das intoxicações alimentares e a MRSA causa infecções resistentes mesmo aos mais poderosos antibióticos. “Esses novos antibióticos podem também ser uma boa alternativa às drogas que hoje são efetivas, mas possuem sérios efeitos colaterais.”
     As propriedades antibióticas dos tecidos das baratas devem-se provavelmente aos milhões de anos de convívio com comida podre e – mais recentemente – a todo tipo de lixo produzido pelos humanos. “Insetos vivem em ambientes sem higiene e em péssimas condições sanitárias onde encontram diferentes tipos de bactérias. É lógico supor que encontrariam algum modo de proteger-se contra os micro-organismos”, afirma Lee.

 


Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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31 de ago. de 2010

Os Animais na Pesquisa Científica



    A utilização de animais em pesquisa científica é um tema bem debatido e questionado, tendo duas vertentes: uma defendida por cientistas, pois se trata da evolução da ciência e de benefício humano, e uma outra defendida pela sociedade de proteção dos animais, que afirmam que métodos alternativos são capazes de substituir a utilização desses animais em pesquisa, prática que consideram obsoleta.
    Em 2008, depois de 15 anos tramitando no Congresso Nacional, foi aprovada a Lei Arouca, que permite a utilização de animais em pesquisas científicas desde que eles sejam poupados ao máximo de sofrimento. 
    Entre os dias 26 e 28 de agosto em Águas de Lindóia, São Paulo, aconteceu a 25ª FeSBE, que terminou com uma mensagem clara de que o Brasil precisa mudar sua atitude com relação ao tratamento a esses animais.
   Em entrevista concedida a VEJA.com, Marcelo Morales, presidente da Federação Latino Americana de Sociedades de Biofísica e presidente da comissão de ética com animais da UFRJ, falou sobre o uso de animais em pesquisas científicas.

Veja.com: Como está a situação do Brasil na questão da utilização de animais em pesquisas científicas, em comparação com outros países?
M.M:   É difícil dizer. Não sabemos quantos biotérios [local onde os animais são acondicionados] existem, quantas instituições fazem pesquisas com animais, quantas comissões de ética existem, e assim por diante. Estamos buscando o que já existe em países desenvolvidos, ou seja, uma fotografia de tudo que está sendo feito com esses animais. [...]

Veja.com: Por que é tão importante utilizar animais em pesquisas científicas?
M.M: A pesquisa científica na área da saúde depende, em grande parte, desses animais. Eu diria com grande certeza que é quase impossível a pesquisa científica na área da saúde acontecer sem a utilização deles. E será quase impossível não utilizarmos animais no futuro. É claro que temos que lutar por métodos alternativos, mas será muito difícil deixar de usar animais. O que podemos fazer é, sempre que possível, reduzir o número de animais e sempre nos preocuparmos com o bem-estar deles. [...] 

Veja.com: Qual é a decisão que o pesquisador toma, o que passa na cabeça dele quando ele está sacrificando algum animal? Como isso afeta o trabalho dele?
M.M: É como se eu estivesse fazendo uma cirurgia em uma pessoa. Tenho que verificar todos os parâmetros para que o animal não sofra. Se eu tiver que, ao final da experiência, sacrificar o animal, que o sacrifício desse animal seja humanitário e que ele não sofra também. Além disso a dor no animal ou qualquer tipo de stress pode causar uma série de modificações fisiológicas que interferem nos resultados da pesquisa. Primeiro, o respeito aos animais, como respeitamos os seres humanos, depois, o comprometimento com a pesquisa.

Veja.com: Como vocês tem certeza de que eles não sofrem?
M.M: Por que existem vários parâmetros para nos certificarmos disso. Sabemos pelos mesmos motivos que sabemos que os seres humanos não sofrem. Ou seja, por meio das doses de anestesia e, depois da cirurgia, com analgésicos. Fazemos testes antes de realizar qualquer procedimento, certificamos de que ele está desacordado e não está sentindo dor [...] 

Veja.com: E qual é a mensagem que a FeSBE deixa com relação à experimentação animal?
M.M: Agora, o Brasil muda a partir de uma lei. Toda pesquisa animal estará sujeita a lei e será respeitada. A ética existia, mas hoje ela é lei. O Estado brasileiro é responsável pelos animais utilizados em pesquisa científica. Portanto, nós, pesquisadores, temos que zelar pelo bem estar deles.
Matéria Completa Veja.com Clique Aqui

 
 O importante é desenvolver a ciência, mas não através de crueldade e maus tratos dos animais!



Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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29 de ago. de 2010

UE investiga possível relação entre vacina anti-H1N1 e narcolepsia

DA FRANCE PRESSE 

    A EMEA (Agência Europeia de Medicamentos) anunciou nesta sexta-feira que está investigando uma possível conexão entre uma das vacinas desenvolvidas contra a gripe H1N1 e vários casos de narcolepsia, detectados na Finlândia e na Suécia.
     Em um comunicado, a EMEA informa ter lançado uma investigação sobre o Pademrix, produzido pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline, a pedido da Comissão Europeia, depois que "um número limitado de casos" de narcolepsia, trastorno do sono de origem neurológica, foram registrados, principalmente nos dois países mencionados.
     Segundo a agência, "pelo menos 30,8 milhões de europeus" foram vacinados com Pandemrix durante a pandemia.
     As autoridades sanitárias finlandesas recomendaram nesta mesma semana a suspensão do uso de Pandemrix até que a investigação chegue a uma conclusão sobre o aumento dos casos de narcolepsia registrados este ano entre crianças que foram imunizadas.
     A Suécia também está investigando a possível relação entre o Pandemrix e a narcolepsia, uma doença pouco frequente cuja causa exata é desconhecida e é caracterizada por sonolência incontrolável.


 FONTE:  Folha.com (27/08/2010)



Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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27 de ago. de 2010

Cientistas Revelam Segredos do Antidepressivo "Mágico"

Pesquisadores descobriram como a cetamina, uma substância analgésica, consegue ser muito mais eficiente que antidepressivos convencionais

 

A parte de baixo da figura mostra a regeneração de conexões sinápticas nos animais que receberam cetamina comparado com os que não receberam, acima. (Universidade de Yale)

Pesquisadores descobriram um novo antidepressivo que pode surtir efeito em horas, ao invés de semanas ou meses quando comparado com a maioria dos remédios disponíveis atualmente no mercado. Os resultados serão publicados nesta sexta-feira na revista Science e devem acelerar o desenvolvimento de um antidepressivo seguro e fácil de administrar chamado cetamina. Cientistas já conseguiram provar que a substância é extremamente eficiente em pacientes severamente deprimidos.
Em ratos, a cetamina ajuda a eliminar comportamentos associados à depressão e restabelece as conexões de células do cérebro lesionadas por stress crônico. "É uma remédio mágico — uma dose pode surtir efeito rapidamente e durar entre sete e 10 dias", disse Ronald Duman, médico da Universidade de Yale (EUA), autor sênior do estudo.
A cetamina é tradicionalmente usada como anestésico para crianças, mas há 10 anos pesquisadores americanos descobriram que, em pequenas doses, a droga parecia proporcionar alívio para pacientes de quadro depressivo. Nesses estudo iniciais, quase 70% dos pacientes que eram resistentes a qualquer tipo de tratamento antidepressivo mostraram melhora horas depois de receberem doses de cetamina. Porém, o uso clínico era limitado porque a droga tinha que ser injetada sob supervisão médica e em alguns casos causava sintomas psicóticos de curta duração.
Novos remédios — Os pesquisadores de Yale mapearam a ação molecular da substância no cérebro de ratos na tentativa de tentar desenvolver formas mais seguras e fáceis de administrar a droga. A equipe conseguiu traçar o caminho de atuação da droga e descobriu que a cetamina ajuda a formar novas conexões neurais rapidamente, um processo chamado sinaptogenesis. Dominando o mecanismo de atuação da cetamina, acreditam os médicos, será possível desenvolver drogas que atacam os mesmos problemas de várias maneiras diferentes.
A equipe identificou um ponto crítico no mecanismo de atuação, a enzima mTOR, que controla a produção da proteína responsável pelas novas conexões no cérebro.
Os cientistas disseram que 40% das pessoas que desenvolvem depressão não respondem à medicação. Muitas outras só respondem depois de muitos meses ou anos tentando diferentes tratamentos. A cetamina se mostrou eficiente também como uma forma de tratar rapidamente pessoas com tendências suicidas, resultado atingido apenas semanas depois de iniciados os tratamentos com antidepressivos convencionais.

FONTE: Revista Veja (19/08/2010)

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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25 de ago. de 2010

O Papel do Farmacêutico

Não há dúvidas na importância e papel do farmacêutico na área de saúde. Revirando a internet, encontrei uma composição feita por Monteiro Lobato em relação ao papel desse profisional para com a sociedade. 

O papel do Farmacêutico no mundo é tão nobre quão vital. 
O Farmacêutico representa o órgão de ligação entre a medicina e a humanidade sofredora. 
É o atento guardião do arsenal de armas com que o Médico dá combate às doenças. 
É quem atende às requisições a qualquer hora do dia ou da noite. 
O lema do Farmacêutico é o mesmo do soldado: servir.
Um serve à pátria; outro serve à humanidade, sem nenhuma discriminação de cor ou raça.

O Farmacêutico é um verdadeiro cidadão do mundo. Porque por maiores que sejam a vaidade e o orgulho dos homens, a doença os abate - e é então que o Farmacêutico os vê. 
O orgulho humano pode enganar todas as criaturas: não engana ao Farmacêutico. 
O Farmacêutico sorri filosoficamente no fundo do seu laboratório, ao aviar um receita, porque diante das drogas que manipula não há distinção nenhuma entre o fígado de um Rothschild e o do pobre negro da roça que vem comprar 50 centavos de maná e sene. 

Monteiro Lobato


Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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