11 de nov. de 2010

Criação de Sangue a partir de Pele Humana

Cientistas especializados em pesquisas com células-tronco descobriram uma forma de transformar em sangue a pele humana, o que representa um avanço no tratamento do câncer e outras doenças, segundo um estudo canadense publicado neste domingo.
 
 
   Os pesquisadores extraíram células de um pedaço de 4 por 3 centímetros de pele humana adulta e as transformaram em células sanguíneas com a mesma informação genética, sem recorrer a células-tronco embrionárias.
    O autor do trabalho, Mick Bhatia, do Instituto McMaster de Pesquisas sobre Câncer e Células-tronco da Escola de Medicina Michael G. DeGroote, em Hamilton, afirmou: "Acreditamos que no futuro poderemos gerar sangue de forma muito mais eficiente.”
   A perspectiva de poder criar sangue para um paciente com sua própria pele permite pensar que algum dia aqueles que precisam de transfusão não dependerão mais de bancos de sangue. Também permitirá que os doentes suportem tratamentos mais longos de quimioterapia, sem as interrupções que atualmente são necessárias para que o corpo possa se regenerar. 


FONTE: Ciência VEJA
 

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

6 de nov. de 2010

INFORMATIVO: Superbactérias KPC


     Diante de emails e perguntas frequentes à esse blog sobre a bactéria KPC, além das recentementes notícias em todos os meios de comunicação sobre essa nova epidemia que está atacando os brasileiros e, acima de tudo, causando mortes, resolvemos lançar esse post informativo.


O QUE É A SUPERBACTÉRIA KPC?

  A Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. Ao adquirir uma enzima (KPC), a bactéria se torna resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes contra infecções.

PORQUE ELA É CHAMADA DE SUPERBACTÉRIA?

  Porque elas produzem uma enzima tão potente capaz de inativar a eficácia de outros antibióticos, limitando, assim, as possíveis opções para o tratamento de infecções graves. 


 QUAL A VELOCIDADE DE REPRODUÇÃO DESSA BACTÉRIA?

  As bactérias do mesmo tipo das KPC, geralmente se multiplicam muito rápido, duplicando de número a cada 20 minutos. 

COMO É TRANSMITIDA E QUAIS OS SINTOMAS DA SUPERBACTÉRIA KPC?


  Pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. Os principais sintomas são pneumonia e infecção urinária. Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A KPC ESTÁ ESPALHADA NAS RUAS OU QUALQUER AMBIENTE?

  Até o momento, as bactérias produtoras de KPC foram observadas somente em pacientes hospitalizados ou que estiveram no ambiente hospitalar. "No ambiente, provavelmente esta bactéria teria menos chance de sobreviver quando "competisse" com outras, pois não criou ainda resistência", explica a médica.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

  Existem testes especiais feitos caso o paciente apresente sinais e sintomas de infecção urinária, por exemplo. O médico irá solicitar exames urina e o antibiograma, que é o teste realizado para confirmar se a bactéria é sensível ou resistente a determinado antibiótico. "Por outro lado, se quero saber se um paciente está contaminado com a bactéria porque está ao lado de um paciente infectado por esta bactéria ou colonizado (que tem a bactéria no organismo, mas não apresenta infecção), solicitamos a realização de outro exame, o swab retal (introdução de um "cotonete"), para que seja avaliado se há o crescimento desta bactéria", afirma a especialista. 

COMO SE PROTEGER DA SUPERBACTÉRIA KPC?

- Evite ambientes hospitalares, mas se for necessário, lave bem as mãos e utilize álcool gel. Faça isso antes e depois de sair do ambiente.

- Evite tocar nos objetos de hospitais, como portas, balcões, mesas e qualquer acessórios.

- Evite uso de antibióticos que não sejam realmente necessários. Procure seu médico antes de ir à farmácia comprar remédios.
 

Quer saber mais? Dá uma olhadinha nessa entrevista feita pela TV GAZETA sobre a Super Bactéria KPC

 


Fontes: youtube
            Minha Vida
            http://saudediversascategoriasdicas.blogspot.com/

 
Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

2 de nov. de 2010

O PERIGO DA AUSÊNCIA DE ANTIBIÓTICOS EFICAZES PARA "SUPERBACTÉRIAS"

     O Diário Oficial da União publicou no dia 28/10/10 a determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que obriga farmácias a reterem receitas de antibióticos, cujo uso indiscriminado é apontado como um fator para o fortalecimento das chamadas "superbactérias".

    Especialistas ouvidos pela BBC Brasil alertam para um problema que vai além da contaminação: a produção de medicamentos para o tratamento das vítimas.
   "A resistência de bactérias não é nenhuma novidade", disse à BBC Brasil David Uip, diretor do hospital Emilio Ribas. "O que preocupa é a falta de perspectiva (quanto à produção de medicamentos). Atualmente, estamos reabilitando velhos antibióticos, como polimixina, e usando-os com novos para melhorar sua performance."
    "É grande o potencial (da bactéria) de se tornar um problema de saúde pública mundial, e é necessária vigilância coordenada internacional", escreveu Walsh. Muitos especialistas relativizam a possibilidade de superbactérias se tornarem uma calamidade global, mas advertem para sua rápida proliferação.
    O cientista afirma que não há formas de controlar o surgimento de bactérias resistentes. Elas sempre encontram um jeito de superar os medicamentos.
     A prescrição e o uso disseminados dos antibióticos também preocupam os especialistas. Mas, além do uso tradicional, os medicamentos se fazem presentes em formas menos óbvias, diz Gales: "há antibióticos nos resíduos descartados por hospitais, nos animais criados na pecuária. Seria necessário discutir seu controle em todos os setores".
    A organização Infectious Diseases Society for America defende "a união das comunidades científica, industrial, econômica, intelectual, política, médica e filantrópica" para desenvolver dez novas drogas antibacterianas até 2020, sob o argumento de que "infecções resistentes estão crescendo nos EUA e ao redor do mundo".

Fonte: BBC
 

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

26 de out. de 2010

SUPERBACTÉRIA: Anvisa regulamenta uso de álcool gel

      A superbactéria KPC é resistente a antibióticos. Ela surgiu em 2000, nos Estados Unidos, e hoje é uma preocupação mundial. No Brasil, esse micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários estados.      
      Na última sexta-feira (22), a Anvisa aprovou uma norma para estimular a higienização de profissionais de saúde e evitar novos casos da superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) e de outros micro-organismos resistentes a antibióticos.    

                                adaptação: Mirna Gois
Superbactéria KPC

      Hoje, A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União resolução que torna obrigatório, em todos os serviços de saúde, a disponibilidade de álcool gel para limpeza antisséptica das mãos. O objetivo é evitar a propagação da superbactéria KPC e de outros micro-organismos resistentes a antibióticos. 

OBS: Os estabelecimentos públicos e particulares de saúde terão 60 dias para cumprimento dessa determinação.


FONTE: UOL (Ciências e Saúde) 


 
Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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20 de out. de 2010

Em Debate: Animais em Pesquisa Científica

      A Revista VEJA realiza uma série de entrevistas com especialistas sobre o uso de animais na Ciência, cujo debate se insere na fronteira entre a biologia, a ética e o Direito. Participe você também desse debate de idéias!
     Em sua primeira sessão de entrevistas acontece com o médico Ray Greek (autor do livro: Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, sem edição no Brasil) segundo o mesmo não só é desnecessário o uso de animais em pesquisas científicas, como esta opção poderia até atrasar o avanço da ciência.

"As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro." (Ray Greek)

     Neste domingo, o também médico Michael Cohn faz a defesa do uso de animais. É graças a este tipo de pesquisa, segundo ele, que os humanos vivem cada vez mais e melhor. Na segunda-feira, é a vez do advogado Steven Wise, professor de direito dos animais da Universidade de Harvard, que defende que algumas espécies deveriam possuir os mesmos direitos à integridade e liberdade física que os humanos. Já na terça-feira, o site vai publicar reportagem sobre a história do uso de animais pela ciência, ressaltando os maiores sucessos e insucessos dessa prática.

E você? Qual sua posição em relação ao uso de animais em pesquisas científicas? Deixe sua opinião ou Vote no site da Veja AQUI

                                Marco Túlio Pires
No sentido horário: no alto, à esquerda, ativistas protestam na Malásia contra a instalação de uma empresa de biotecnologia que faz testes pré-clínicos com animais; ativistas a favor dos testes com animais marcham no Campus da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos; integrantes do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), protestam contra o uso de animais em testes de cosméticos, na Índia

FONTE: REVISTA VEJA


Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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18 de out. de 2010

Medicamento para tratar Toxicodependentes

Toxicodependentes Refere-se a um estado de dependência psicológica e/ou física originado pelo consumo repetido de uma substância psicoactiva, caracterizado pela procura e consumo compulsivo, por vezes descontrolado, de drogas que persiste mesmotendo em conta consequências negativas extremas (Dianova Portugal).
 
      A agência norte-americana reguladora do medicamento (FDA) aprovou terça feira (12/10) a utilização de um medicamento para o tratamento de consumidores dependentes de opiáceos, como a heroína ou morfina.
      O medicamento Vivitrol, da farmacêutica Alkermes, já é utilizado em tratamentos de alcoolismo.


     A procura de drogas torna-se compulsiva em larga medida como resultado dos efeitos do uso prolongado no funcionamento cerebral e, em consequência, no comportamento.     
     Os estudos realizados por aquela empresa farmacêutica mostraram que os pacientes que consumiram o medicamento estão menos susceptíveis de retomar o consumo de drogas do que aqueles que tomam placebos.

FONTE: DN CIÊNCIA

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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14 de out. de 2010

Butantan cria remédio contra Asma à base de veneno de peixe

Substância foi aprovada na primeira fase de testes. 
Remédio não tem efeitos colaterais.

  Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolveram uma nova droga contra a asma. A substância, à base de veneno de peixe. Esse é o resultado de 14 anos de pesquisa.
   Uma substância transformada em pó que promete ser um grande alívio pra quem sofre de asma, doença que atinge pelo menos 16 milhões de brasileiros. Diluído em água e absorvido por inalação, o remédio foi testado em camundongos inoculados com uma proteína que provoca a asma. Horas depois, todos se livraram dos sintomas da doença.
   Ao pesquisar o veneno deste peixe, a cientista Mônica Lopes Pereira, do Instituto Butantan, descobriu que ele tem uma substância muito parecida com o anti-inflamatório usado para combater uma série de doenças, entre elas, a asma. Como ele é praticamente igual a substância natural, o novo medicamento não provoca efeitos colaterais, e ainda apresenta outras vantagens, segundo a pesquisadora.
   O Instituto Butantan já patenteou a droga no Brasil. Mas, antes de virar remédio, a substância tem que ser testada em humanos. Se tudo der certo, o medicamento deve chegar às farmácias em, no máximo, três anos.

 
FONTE: G1-SP (13/10/2010)


Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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