11 de mai. de 2011

Nova pesquisa de vacina contra a dengue é feita com um pé de feijão

     No pé de feijão, a esperança de combate à dengue. Em um laboratório da Universidade Estadual do Ceará, pesquisadores isolaram uma proteína do vírus e depois injetaram nas células da planta. Segundo eles, as mudas começaram a se reproduzir com essa proteína, que é capaz de tornar o organismo imune aos quatro sorotipos de dengue que circulam hoje no país.
     A proteína retirada das plantas foi injetada em camundongos, que a partir de então começaram a ser analisados. Os testes revelaram que, aproximadamente sete dias depois do processo, os animais começaram a produzir anticorpos.
     Para comprovar a eficácia, os anticorpos dos camundongos foram injetados em células de macacos, que têm mais semelhanças com as do homem.

     Pelo menos outros três outros tipos de vacina contra dengue estão sendo desenvolvidas no Brasil. A da Universidade Estadual do Ceará é a primeira que utiliza um vegetal no processo de produção. O que, segundo os pesquisadores, diminui os custos e os riscos de reações. Agora o laboratório está à procura de um instituto para começar os testes em seres humanos.
     "Mesmo que essa vacina seja eficaz e não seja tóxica, a previsão do Ministério da Saúde é que ela só poderá ser usada em larga escala no país daqui há uns quatro ou cinco anos, se tudo der certo", conta Manoel Dias da Fonseca Neto, representante da Secretaria de Saúde do Ceará.

     Enquanto isso não acontece, os especialistas lembram: eliminar os criadouros do mosquitoAedes aegypti ainda é a forma mais eficiente de prevenir a dengue.
O instituto Butantan em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Espírito Santo também pesquisam uma vacina contra a dengue.

Enviado por Miguel Castro (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Pesquisas com RNA interferente não é mais alvo das indústrias farmacêuticas


     Quando o RNA interferente (RNAi) arrebatou os biólogos há alguns anos, as companhias farmacêuticas apressaram-se a dominar o que parecia uma maneira rápida e certeira de desenvolver novos medicamentos. No entanto, milhares de milhões de dólares mais tarde, algumas daquelas mesmas companhias estão a perder o entusiasmo pelo RNAi, como é chamado. E isso tem levantando dúvidas sobre a rapidez com que a técnica, que venceu o prémio Nobel ao conseguir desactivar genes específicos, poderá render a prometida recompensa dos medicamentos inovadores, avança o The New York Times, citado pelo Yahoo Notícias.


A maior bomba foi lançada em Novembro, quando a gigante farmacêutica suíça Roche declarou que cancelaria os seus esforços para desenvolver medicamentos usando o RNAi, depois de investir cerca de 500 milhões de dólares ao longo de quatro anos.
Na semana passada, como parte de um amplo corte em pesquisa, a Pfizer decidiu fechar a sua unidade de 100 funcionários trabalhando com o RNAi e tecnologias relacionadas.
      A Abbot Laboratories também cancelou silenciosamente os seus trabalhos com o RNAi.
     "Em 2005 e 2006, houve um súbito acúmulo de expectativas de que o RNAi curaria muitas doenças num intervalo muito pequeno", disse Johannes Fruehauf, vice-presidente de pesquisa da Aura Biosciences, uma pequena empresa investindo no campo. "Acredito que parte da excitação está a acabar, dando lugar a uma visão mais realista", acrescentou.
     O problema é que, embora os fármacos trabalhando com o mecanismo do RNAi realmente possam desactivar genes, é muito difícil levar esses medicamentos até as células necessárias.
     Numa época em que as companhias farmacêuticas já estão a reduzir os seus gastos em investigação, o RNAi tem vindo a perder espaço para alternativas que parecem mais próximas de gerar medicamentos
comercializáveis.
"Não tenho dúvidas de que, com o tempo, o RNAi chegará ao mercado", disse Klaus Stein, chefe de modalidades terapêuticas da Roche.
Mas o responsável acrescentou: "Quando analisamos o assunto, chegamos à conclusão de que temos oportunidades com uma prioridade mais alta".
A perda de apetite nas grandes companhias tem prejudicado empresas menores que se especializaram em RNAi.
A Alnylam Pharmaceuticals, amplamente considerada a líder entre essas empresas, reduziu a sua força de trabalho em um quarto no ano passado, depois de a Novartis ter resolvido não prosseguir com a parceria.
E diversas pequenas empresas fracassaram em cumprir as suas promessas, feitas a investidores, de que formariam alianças com grandes companhias farmacêuticas em 2010.
Ainda assim, muitos executivos e cientistas dizem que progressos estão a ser feitos.
Na semana passada, duas empresas farmacêuticas europeias de médio porte assinaram contratos para explorar o desenvolvimento de fármacos com RNAi.
Embora ainda não existam provas definitivas de que o uso do RNAi possa efectivamente tratar uma doença humana, hoje existem cerca de doze medicamentos de RNAi em ensaios clínicos, um recorde até hoje.
É comum entusiasmo inicial por nova tecnologia entrar em declínio. Não é incomum, segundo executivos e cientistas, que o entusiasmo inicial por uma nova tecnologia entre em declínio, mesmo com a tecnologia sendo lentamente aperfeiçoada.
Levou mais de 20 anos para que a descoberta dos anticorpos monoclonais, em meados da década de 1970, se transformasse em remédios amplamente vendidos - como o Avastin®, para o câncer, e o Humira®, para a artrite reumatóide.
"Grande parte da excitação pelo RNAi foi irracionalmente alta, para começar, e hoje é irracionalmente baixa", disse David Corey, professor de farmacologia no Centro Médico da Universidade do Texas, em Dallas.


FONTE: PFarma

Enviado por Luis Mário (aluno 1º período farmácia - UFPI)

3 de mai. de 2011

Farmacêuticos travam guerra contra 'genérico' de remédio biológico

     Eles atacam células específicas, como as de um tumor. Feitos a partir de substâncias vivas, os remédios biológicos são considerados a principal inovação em medicamentos dos últimos anos.
  A esperança é que esses remédios tragam avanços em áreas em que a ciência está perdendo. Essa tecnologia já está sendo aplicada para tratar certos tipos de tumor (linfoma e câncer de mama) e doenças autoimunes (artrite reumatoide e psoríase).
  Enquanto se espera que os remédios biológicos ganhem a batalha contra as doenças, a indústria de pesquisa e a de genéricos trava uma guerra não declarada sobre como será a reprodução desses medicamentos quando os originais perderem as patentes.
  O correspondente ao "genérico" da droga biológica é o chamado biossimilar.
  A aprovação dos biossimilares poderá reduzir de 10% a 20% o valor dos tratamentos biológicos, de alto custo para o consumidor e para o sistema público de saúde.
  "Como aprovar um biossimilar? A discussão agora é até onde precisamos testar. A [empresa] que descobriu a molécula quer muitos estudos, para adiar o lançamento do concorrente;a de genérico, poucos, para colocar mais rápido seu produto no mercado", diz o oncologista Paulo Hoff, diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.
  Hoff é da opinião que, para produzir um biossimilar, serão necessários mais estudos do que para a aprovação de um genérico como os que existem hoje, feitos com drogas de síntese química.
  "Replicar todos os estudos talvez não seja necessário, mas é preciso um mínimo. A maior parte dos médicos é a favor dos biossimilares com ressalvas. A licença para que sejam produzidos é benéfica, aumenta a gama de opções do médico e reduz o custo para a população", afirma.

FONTE: folha.com
Enviado por: Natassia Monte (1º período Farmácia - UFPI)

30 de abr. de 2011

Aumento do uso de antiinflamatórios pode desencadear problemas com medicamento

     Com o maior controle do uso de antibióticos, que passaram a ser vendidos somente com a retenção da receita médica, muitas pessoas que anteriormente se automedicavam com antibióticos nos balcões das farmácias, passaram a se automedicar com antiinflamatórios.
     Os antiinflamatórios, do ponto de vista de danos ao organismo, podem ser até mais lesivos. O uso indiscriminado de antibióticos seleciona bactérias resistentes no organismo, que podem tanto tornar a infecção mais grave, como podem ser disseminada na comunidade, sendo atualmente um problema grave de saúde pública no mundo, porém, parte dos antibióticos não traz danos imediatos a estrutura do organismo, mesmo em doses muito altas.
     Já com os antiinflamatórios, seu uso acarreta danos na mucosa do estômago e nos rins e interferem no uso de muitos outros medicamentos em uso. Por este motivo deve-se prever um aumento nos casos de gastrite e úlceras estomacais e duodenais, bem como o número de paciente com danos renais.
     Evite a automedicação, procure informações com o seu médico ou farmacêutico antes do uso de qualquer medicamento, pois as reações adversas de um medicamento podem ser mais prejudiciais que a doença.


FONTE: José Vilmore Farmácia - site 180º

Enviado por Laynne Hellen (aluna 1º período Farmácia - UFPI) 

29 de abr. de 2011

Grupo de bactérias fica resistente a drogas

     Cientistas da Universidade Estadual Penn, nos Estados Unidos, descobriram como um grupo de bactérias evoluiu a ponto de se tornar resistentes a antibióticos. A pesquisa foi descrita na edição desta semana da revista "Science".
  Proteína em bactérias 'Staphylococcus aureus' é chave para a resistência

     A pesquisa foi coordenada pelo professor Squire Booker e pode ajudar os cientistas, no futuro, a criarem substâncias para prevenir infecções hospitalares e a propagação das bactérias à população.
     O segredo da pesquisa de Booker está na comprensão de como a presença de um gene chamado "cfr" engana a ação dos antibióticos nos ribossomos das bactérias - "usinas" dentro dos micro-organismos responsáveis por produzir os meios necessários à sobrevivência.
     Durante estudos anteriores, os cientistas descobriram que o gene havia se desenvolvido em bactérias Scaphylococcus sciuri e era responsável por controlar a produção de uma proteína fundamental para a resistência a antibióticos.
     Para saber como proteína regulada pelo gene "cfr" se comporta nas bactérias, a equipe de Booker estudou um processo conhecido como metilação - quando enzimas "marcam" uma região do nucleotídeo, a molécula responsável por servir da base ao DNA e ao RNA nas células.
      Eles descobriram que a proteína regulada pelo gene "cfr" marca o nucleotídeo em uma região diferente da comum. Isso faz com que a ação dos antibióticos nos ribossomos - que normalmente causam a destruição da "usina" e, como consequência, a morte da bactéria - deixe de existir.
     Segundo Booker, o próximo passo da pesquisa é usar o novo conhecimento para desenvolver novas drogas para serem administradas junto aos antibióticos tradicionais.


FONTE: G1 - Ciências e Saúde

Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

27 de abr. de 2011

Unesp vai ensinar alunos a prescrever medicamentos

AE - Agência Estado
     Acabar com a ilegível letra de médico e outras inadequações na prescrição de medicamentos - como doses excessivas ou que causem interação entre si - são os objetivos de um curso pioneiro criado na Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu. Agora, graças a uma parceria com o Ministério da Saúde, o conteúdo da disciplina estará disponível online a todos os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
     A professora Thais Queluz conta que tinha duas metas quando criou o curso Seleção Racional de Medicamentos e Boas Práticas de Prescrição Médica e Odontológica, em 2003. A primeira era conscientizar os alunos de que a receita médica é um documento do paciente e, portanto, ele precisa entender o que está escrito nela. "Não pode ter abreviações, a letra tem de ser legível, a dosagem e a forma de administração devem estar claras", diz a professora.
     O desafio maior, porém, é ensinar os estudantes a fazer uma escolha racional. "Mostramos como buscar evidências científicas que ajudem a selecionar a droga com base em quatro critérios: eficácia, segurança, facilidade de acesso e custo", diz Thais. Se há dois remédios semelhantes, afirma, deve-se optar pelo mais barato. Mas isso nem sempre acontece por causa do assédio da indústria farmacêutica, com seus brindes e amostras grátis.
     Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), metade dos medicamentos que circulam no mundo foi prescrita, administrada ou vendida incorretamente.
     Em 2010, o Ministério da Saúde ofereceu recursos para Thais desenvolver uma versão online do curso. O material foi entregue em dezembro e, nos próximos meses, estará disponível no portal da Universidade Aberta do SUS, ainda em fase de teste.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


FONTE: Estadão

Enviado por Carla Mariana (Aluna 1º período farmácia - UFPI)

26 de abr. de 2011

EUA APROVAM 1ª VACINA PARA BEBÊS CONTRA MENINGITE FULMINANTE


A administração de alimentos e medicamentos dos estados unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou a primeira vacina que previne em bebês as infecções sanguíneas por um tipo de meningococo que pode provocar amputações de membros e a morte do paciente. Em comunicado, a FDA anunciou nesta sexta-feira a aprovação do uso de menactra para crianças a partir de 9 meses.

O medicamento previne a infecção em massa da Neisseria meningitidis, o meningococo causador da doença conhecida como "meningococcemia", "púrpura fulminante" ou "meningite fulminante".
A doença, mais comum na população de baixa renda, ocorre quando a bactéria, que se concentra na região do nariz e da garganta, chega à corrente sanguínea e provoca uma infecção generalizada, ou sepsia. Nos casos mais graves, os pacientes sofrem gangrena em suas extremidades, que podem ser amputadas, ou mesmo morrem. Ainda que em caso de cura, as infecções podem deixar profundas cicatrizes.
A Neisseria meningitidis é a causa principal da meningite que afeta crianças, e a FDA lembra que mesmo com o tratamento adequado com antibióticos, cerca de 15% dos pacientes morrem.
O órgão do governo americano já autorizou em 2005 o uso de menactra para pessoas entre 11 e 55 anos, e em 2007 para as crianças a partir de dois anos. A vacina é fabricada pelo laboratório Sanofi Pasteur.


FONTE: Terra.com

Enviado por Paloma Carvalho (aluna 1º período Farmácia - UFPI).