3 de jun. de 2011

Medicamento nacional reduzirá custos do SUS

Primeiro remédio genérico contra a Aids produzido pela Fundação Ezequiel Dias, pode fazer o SUS economizar R$160 mil por ano
     Na última semana, entrou no mercado, o primeiro medicamento genérico contra a Aids produzido pela Fundação Ezequiel Dias, laboratório público brasileiro. O genérico do antiretroviral Tenofovir é o resultado de uma Parceria Pública e Privada (PPP), firmada pelo governo federal para reduzir gastos com medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).  De acordo com a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), as parcerias firmadas pelo Ministério envolvem sete laboratórios oficiais e dez indústrias privadas para produzir 24 medicamentos, com uma economia média para o SUS estimada em R$ 160 milhões por ano.
     A Anvisa participa das PPP´s por meio da adoção de regras diferenciadas para os processos de registro para medicamentos de interesse do SUS, como o Tenofovir, resultantes de parcerias do tipo público-público e público-privada.
     Os Comitês da Anvisa têm como meta reduzir o tempo necessário para que os medicamentos estejam disponíveis no SUS. Nos três primeiros meses deste ano, foram concedidos pela Agência 48 registros de genéricos.
     Os custos de pesquisa para a produção desse genérico do Tenofovir, empregado no coquetel anti-Aids, ultrapassaram R$ 25 milhões. Os medicamentos que compõem essa terapêutica são distribuídos na rede pública de assistência à saúde.

FONTE: Saúde Web 

Enviado por Rebeca Castelo (aluna 1º período Farmácia - UFPI)

Anvisa suspende produtos e propagandas irregulares


     A Anvisa publicou, nesta quinta-feira (02), no Diário Oficial da União, a suspensão, em todo o país, de alguns produtos que apresentaram irregularidades.
     
     O produto Sache de Álcool Con- Zellin- Hartmann, importado pela empresa Baxter Hospitalar e Ltda, não pode ser comercializado no país. A própria fabricante comunicou desvio de qualidade do produto, que apresentou suspeita de contaminação microbiológica.
     Foram suspensas, em qualquer tipo de mídia, todas as propagandas que atribuem propriedades não existentes ao alimento NQI (suplemento mineral à base de fósforo), fabricado pela empresa Gauer do Brasil Indústria e Comercio Suplementos Alimentares Ltda.
     Entre as indicações proibidas, estão as que relacionam o alimento como agente antioxidante e solubilizante, para tratamento, prevenção e cura de cálculos renais e osteoporose. Também está proibida a divulgação de supostos benefícios do fosfato presente no alimento, como agilidade de raciocínio, fortificação de memória e aumento da disposição física e mental. Não há comprovação científica dessas atribuições perante a Anvisa.
     Também foi publicada, na quarta-feira (01), a suspensão das propagandas do produto Redufast, em todos os veículos de massa. O produto não tem registro na Agência.
     A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas que já tiverem adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper o uso.



FONTE: Saúde Web

Enviado por Rebeca Castelo (aluna 1º período Farmácia - UFPI)

II Congresso Norte-Nordeste de Ciências Farmaceuticas

      O II Congresso Norte-Nordeste de Ciências Farmaceuticas acontecerá entre os dias 03 e 06 de Agosto de 2011. O evento é realizado pelo Conselho Regional de Farmacoligia da Paraíba, com o apoio do Conselho Federal de Farmacologia.

Mais Informações: http://www.crfpb.org/


FONTE: CRF-PB

Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

2 de jun. de 2011

Cientistas desenvolvem compostos que repelem mosquito da dengue

     Uma nova técnica pode ajudar a produzir repelentes e fornecer mais uma arma na luta contra doenças como a dengue e a malária. A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade da Califórnia, Riverside, nos EUA e seus resultados foram publicados pela revista científica “Nature”.
     Os mosquitos que se alimentam de sangue humano localizam suas presas – ou seja, nos encontram – pelo olfato. Eles são atraídos pelo gás carbônico (CO2) que exalamos. Sabendo disso, a equipe chefiada por Anandasankar Ray buscou desenvolver produtos químicos que afastassem os mosquitos interferindo em sua percepção sensorial.
     A pesquisa teve como alvo três espécies de mosquito que transmitem doenças graves: oAedes aegypti, vetor da dengue; o Culex quinquefasciatus, que tem como doença mais grave ligada a ele no Brasil a filariose linfática; e o Anopheles gambiae, que espalha a malária, sobretudo na África.
     O entomologista Ademir Martins, que é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e tem experiência no combate aos vetores, faz ressalvas. “É uma alternativa, mas é uma medida paliativa.     A principal medida ainda é a eliminação dos criadouros, e não o uso de repelentes”, alertou o especialista brasileiro. “Todo avanço é bem-vindo, desde que não seja prejudicial à saúde e barato”, completou.


FONTE: G1.com


Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

30 de mai. de 2011

Produtos de limpeza podem causar obesidade

Segundo endocrinologista, alguns compostos nos produtos de limpeza podem favorecer o aumento da obesidade.



     Alguns compostos comuns no dia-a-dia, presentes em coisas que vão desde produtos de limpeza, plásticos e agrotóxicos até metais e plantas, são capazes de alterar o metabolismo humano e causar obesidade, de acordo com o endocrinologista Nelson Rassi, do Hospital Geral de Goiânia.
     Essas substâncias, chamadas de "disruptores endócrinos", alteram tanto a função quanto a produção hormonal e aumentam a gordura abdominal, afirmou o médico em um simpósio realizado nesta quinta-feira (26)  durante o 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, em São Paulo.
     Esse compostos são encontrados em diversos produtos industriais ou farmacêuticos. E, quanto mais jovem for a pessoa – ainda criança ou na vida intrauterina –, mais suscetível ela está. 
     Rassi citou, dentre vários, um produto como possível causa de obesidade: um composto químico denominado "ftalato", utilizado em brinquedos e banido da Europa em 1999 e dos EUA em 2008. O produto continua sendo aplicado em perfumes, laquês, embalagens e revestimento de paredes.     
     O médico mencionou, ainda, a "genisteína", um derivado da soja, e o fungicida "tributilina", usado na preservação de madeiras, que têm sido apontados como responsáveis pelo ganho de peso em animais. “A soja em si não tem esse poder deletério, mas sim esse concentrado”, explicou.
     "As leis devem ser mais rígidas em relação aos produtos cujos efeitos desconhecemos, principalmente os destinados ao público infantil”, disse Rassi.


FONTE: G1.com

Enviado por Paloma Carvalho (aluna 1º período de Farmácia - UFPI)

28 de mai. de 2011

Vacina de HIV e malária em dez anos

     Progressos clínicos e tecnológicos na área da imunologia indicam que será possível desenvolver vacinas contra Aids e malária nos próximos dez anos, diz artigo publicado na revista "Nature" desta semana. Segundo o pesquisador italiano Rino Rappuolli e o americano Alan Aderem, que assinam o texto, o combate à Aids e à malária ainda é o maior desafio mundial em saúde pública do século 21.
     
     A aceitação de um indivíduo a uma vacina depende de inúmeras interações de fatores genéticos, moleculares e ambientais. Por isso, segundo o infectologista e imunologista Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da USP, a abordagem do futuro para a produção de novas doses deve contemplar "tudo ao mesmo tempo". “Esses sistemas geram quantidades fenomenais de dados em computador, por meio de modelos matemáticos, para encontrar relações e padrões que levem a alguma descoberta”, disse. É o que os norte-americanos chamam de “mineração de dados”, que pode servir para encontrar regras no meio do caos.
     O imunologista David Watkins, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, que está em São Paulo para conhecer o Instituto Butantan, afirma que os resultados de vacinas contra HIV em macacos são encorajadores. “Em um estudo publicado há duas semanas na 'Nature', 50% dos animais foram protegidos do vírus, e agora temos que entender por quê”. 
     "Ainda não há um meio de reproduzir um vírus do HIV que seja representante dos demais. E o que dificulta tanto uma vacina contra essas doenças é que os vírus (ou bactéria, no caso da tuberculose) só se multiplicam dentro das células, então ficam protegidos”, explicou Kallas. Os anticorpos, por sua vez, costumam agir do lado de fora, não atingindo os agentes patogênicos.
     Os pesquisadores concluem no artigo que ainda há complexos mecanismos imunológicos não completamente compreendidos pela ciência. Mas um modelo inovador de exames clínicos, que testam várias vacinas em paralelo e obtêm informações pela biologia sistêmica, deve acelerar o desenvolvimento de vacinas e aumentar a compreensão do sistema imunológico humano em um futuro próximo.


FONTE: G1.com

Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

27 de mai. de 2011

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens

     A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de uma vacina para combater o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em homens de 9 a 26 anos no Brasil. A aplicação é recomendada para quatro tipos do vírus, responsáveis por causar verrugas genitais. A substância não está disponível na rede pública e custa R$ 900.

     O uso de vacinas contra o vírus em homens já existia no Brasil, com o remédio sendo prescrito por médicos por conta da relevância de estudos que já apontavam o efeito benéfico das imunizações no sexo masculino. Mas a agência regulatória brasileira ainda não havia aprovado a indicação de nenhuma das substâncias para homens. Já para mulheres, esse aval existe desde 2006.
     O estudo clínico foi feito em 4.065 homens de 18 países, com idades entre 16 a 26 anos. A eficiência da vacina foi testada para os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Por atacar quatro tipos de HPV, a vacina recebe o nome de quadrivalente. Durante a pesquisa, o efeito da substância foi testado em comparação com placebos.
     Além do combate às verrugas, a vacina foi eficiente em 85,6% dos casos para evitar a infecção persistente pelo vírus.
     Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tipos 16 e 18 respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os tipo 6 e 11 estão presentes em 90% das verrugas genitais. Nos homens, o HPV pode levar a câncer no pênis, no ânus e na orofaringe.


FONTE: G1.com / Ciências e Saúde

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com