13 de jun. de 2011

O FDA fornece a designação de medicamento órfão ao EPI-743 da Edison Pharmaceuticals


     Mountain View, California -Edison Pharmaceuticals, Inc. anunciou no dia 07 de junho (terça-feira),que a Administração dos Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos concedeu a designação de medicamento órfão ao IPE-743 para o tratamento de doenças herdadas da cadeia respiratória mitocondrial. Atualmente, estas doenças mitocondriais afetam cerca de 60.000 pessoas.
     O Regulamento do Medicamento Órfão, aprovado em 1982, fornece incentivos para as empresas referentes ao tratamento para doenças que afetam menos de 200.000 pessoas nos Estados Unidos. Esta designação prevê uma revisão acelerada e um período de sete anos de exclusividade com a aprovação do FDA.
     O FDA concedeu a designação de medicamento órfão ao EPI-743 da Edison baseado na revisão do pedido, que incluía dados clínicos e pré-clínicos demonstrando a eficácia e o perfil de segurança favorável.
     Doenças mitocondriais herdadas são doenças genéticas que compartilham elos de defeitos comuns na forma como as células produzem e regulam a energia. Podem surgir através de um defeito nos genes localizados no núcleo ou mitocôndrias. Estima-se que 2.000 defeitos no DNA nuclear e 200 defeitos no DNA mitocondrial têm sido identificados como sendo de origem patogênica (1). Doenças mitocondriais herdadas são clinicamente diversificadas e mal compreendidas. Podem afetar praticamente qualquer sistema de órgãos no corpo. Como os tecidos cerebrais e musculares usam uma quantidade extraordinária de energia, as mesmas são dramaticamente afetadas por estas desordens. Doenças mitocondriais geralmente apresentam manifestações do sistema nervoso central, mas também resultam em uma variedade de outros sinais clínicos importantes que incluem diabetes, insuficiência hepática, surdez, cegueira, insuficiência renal além da fraqueza muscular e fadiga.
     Atualmente, a ciência está na fronteira da medicina mitocondrial. Algumas doenças que anteriormente não tinham uma causa conhecida, agora estão sendo definidos, na etiologia, como sendo mitocondrial. É possível que no futuro, a doença mitocondrial estará envolvida em doenças adicionais, tais como na biologia do câncer.




Enviada por Carla Mariana (aluna 1º período farmácia - UFPI)

Anvisa alerta para índice de remédios falsificados no Brasil

     A informação dada pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) de que 20% dos medicamentos vendidos no Brasil são fruto de contrabando, pirataria ou não têm registro na própria entidade, por serem fabricados irregularmente, é uma das justificativas para o workshop “Combate aos Medicamentos Falsificados”, realizado na quarta-feira (8) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em Manaus.
     Reunindo farmacêuticos, fiscais, de representantes da Delegacia do Consumidor, polícias Rodoviária e Federal, Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) e Sindicato dos Farmacêuticos, a Semsa trouxe especialistas em segurança de produtos de grandes fabricantes de remédios como Pfizer, Eli Lilly, Sanofi-Aventis, MSD, Abbott e Bayer, que mostraram como agem os falsificadores.
     Eles atuam em quadrilhas, produzindo anabolizantes e remédios para disfunção erétil trazidos do Paraguai e da China, alertou Marco Fabris, chefe do setor de Fiscalização de Produtos da Semsa.
     A atenção à falsificação deve aumentar, porque enquanto no ano passado aconteceram 59 apreensões de produtos falsos em todo o País, neste ano já ocorreram 41, apesar de estarmos no mês de junho.


FONTE: UOL

Enviada por Carla Mariana (aluna 1º período Farmácia - UFPI)

10 de jun. de 2011

Memória de mulheres na pós-menopausa é melhorada com Spray de testosterona

     Um estudo da Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália mostrou que o uso diário, por seis meses, de um spray com testosterona melhora a memória de mulheres que já passaram pela menopausa.
     Os pesquisadores compararam um grupo controle de 30 mulheres que não receberam o tratamento com um grupo de nove mulheres saudáveis que sofreram de menopausa precoce, entre os 47 e 60 anos, que receberam o spray de testosterona na pele.
     A dose de spray retornou os níveis de testosterona no sangue para aqueles típicos de jovens mulheres em idade fértil, de acordo com Davison. Todas as mulheres tratadas estavam recebendo uma dose estável de terapia não-oral de reposição hormonal.
     Depois disso, todas as mulheres foram submetidas a testes de função cognitiva com uma bateria de testes computadorizados que podem detectar até mesmo pequenas alterações no desempenho cognitivo, explicou a autora.
     Após 26 semanas, as mulheres que não receberam o spray de testosterona não mostraram diferenças significativas entre os resultados do teste inicial e final. Já o grupo tratado com testosterona melhorou a sua aprendizagem e memória verbal, visto no teste da lista de compras. 


FONTE: R7.com

Enviado por Paulo Tércio (aluno 1º período Farmácia - UFPI)
Adaptação Mirna Gois

Efeito adverso da maconha

Pesquisa norte-americana mostra efeito desconhecido até então da maconha. Esse parece ser reversível com abstinência


     Um estudo norte-americano mostrou como funciona um efeito adverso da maconha no cérebro que ainda não era conhecido. A descoberta, divulgada durante o encontro anual da Sociedade de Medicina Molecular dos EUA, pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos contra drogas, assim como em futuras pesquisas.

     Os cientistas compararam tomografias de chamados usuários “pesados”, que fumam todos os dias há algum tempo, a de pessoas que não consomem a droga. Os resultados mostraram que os usuários têm redução de cerca de 20% no número dos receptores canabinóides CB1, substância que influi sobre o prazer, o apetite, a tolerância à dor e outras funções psicológicas e fisiológicas do corpo.

     Dos 30 usuários que participaram da pesquisa, 14 ficaram um mês sem consumir e voltaram a fazer tomografias. O novo exame mostrou que os receptores aumentaram em quantidade significativa durante a abstinência, o que sugere que os danos são reversíveis.
     “Com este estudo, conseguimos mostrar pela primeira vez que pessoas que abusam da maconha têm anormalidades nos receptores canabinóides no cérebro. Essa informação pode se mostrar importante para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o abuso da maconha”, disse Jussi Hirvonen, autor do estudo desenvolvido pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental e Abuso de Drogas dos EUA.



FONTE: G1.com

Enviado por Pedro Simão (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

9 de jun. de 2011

Câncer de pele e mama têm prognóstico positivo

     A medicina luta para promover o aumento de sobrevida global aos pacientes com caâncer de mama e melanoma, espécie de câncer de pele difícil de tratar, cujos tratamentos tradicionais raramente funcionam.
     Em relação ao melanoma, estudos com ganho prognóstico foram apresentados neste último final de semana em Chicago, durante o Congresso da American Societ of Clinical Oncology (ASCO). Ipilimumab e verumafenib que são drogas que atuam no sistema imunológico e foram apresentadas em estudos que avaliaram seu benefício quando combinadas ou não a quimioterapia. 
     Os dados mostraram aumento de sobrevida em algumas semanas, mas os efeitos colaterais são maiores nos grupos que usaram esta estratégia. Mais de 1/3 dos pacientes que receberam o verumafenib, por exemplo, precisaram ter a dose do medicamento reduzida em decorrência de efeitos colaterais. O fato é que alguns pacientes têm respostas excepcionais e retomam suas atividades e qualidade de vida. 
     Ainda não aprovadas no Brasil, se calcula que os custos serão elevados e restritos a poucos pacientes. 

     Outra novidade refere-se ao câncer de mama. Um medicamento antiestrogénico demonstrou  redução de 65% no risco desse tipo de câncer entre as mulheres pós-menopausa, indica um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard apresentado neste sábado, as informações são da Agência France Presse.
     Segundo a Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, a pesquisa pode significar um grande avanço para as mulheres que apresentam maior risco de desenvolver a doença, que afeta cerca de 1,3 milhão de pacientes no mundo a cada ano, causando a morte de 500 mil.
     Um estudo clínico realizado num grupo do Canadá mostrou que o risco de câncer de mama em mulheres na menopausa diminuiu em 65% quando as pacientes foram medicadas com exemestano, um fármaco oral que reduz a produção de estrogénio, hormonal que os médicos acreditam ter ligação com o aparecimento da doença.
     A entidade afirma ainda que o estudo mostrou não apenas uma considerável redução do câncer de mama como também o aparecimento de bons efeitos secundários.  
     A pesquisa sustenta que os inibidores de uma enzima chamada aromatase, como o exemestano – comercializado sob o nome de Aromasin -, são diferentes de outras drogas antiestrogénicas, como o tamoxifeno e o raloxifeno, utilizadas como terapias preventivas para mulheres com alto risco de desenvolver cancro da mama.
      Os três medicamentos são aprovados pela Food and Drgu Administration (FDA) dos EUA. No entanto, efeitos secundários graves foram registados com o uso de drogas como o tamoxifeno, incluindo um raro, porém grave, caso de câncer de útero e coágulos de sangue potencialmente fatais.
     O estudo realizado, em contrapartida, afirma que inibidores da aromatase neutralizam a produção de estrogénio “sem as graves toxicidades observadas com o tamofixeno”.    

 “Temos uma dúzia de novas drogas sendo investigadas em melanoma e, pela primeira vez, temos razões para dar aos médicos e pacientes esperança” 
(Timothy Turnham, da Melanoma Research Foundation)


FONTE: Saúde Web

Enviado por Guilherme Rodrigues (aluno 1º período Farmácia - UFPI)
Adaptação de Mirna Gois

ANOREXÍGENOS: CFF alerta para a proibição

  
     O Vice-Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, voltou a alertar, em entrevista coletiva à imprensa, para o perigo contido numa possível proibição da venda de anorexígenos, no Brasil. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) manifestou a intenção de banir esses produtos do mercado, alegando que eles causam problemas de saúde, como cardiopatias. “Os inibidores de apetite sibutramina e derivados de anfetamina (anfepramona, femproporex e mazindol) são uma opção terapêutica que os médicos tem para tratar os seus pacientes que sofrem de obesidade – algumas, mórbidas -, e não apresentam respostas satisfatórias ao tratamento apenas com dieta e exercícios físicos”, observou o Dr. Walter Jorge .
     A entrevista coletiva foi convocada pelo Conselho Federal de Medicina e organizações médicas, e foi realizada na sede do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), em Brasília. O Vice-Presidente do CFF enfatizou que a prescrição de moderadores de apetite que atuam diretamente no sistema nervoso central (os anorexígenos), usados para tratar a obesidade, são, muitas vezes, a única opção médica contra a obesidade.
     “Segundo o Ministério da Saúde, 13% da população brasileira são de obesos, o que corresponde a mais de 20 milhões de pessoas. Grande parte delas não responde bem à dieta e aos exercícios físicos. Então, fazer o que com esses pacientes? Que outra opção o médico terá para tratá-los?”, perguntou Walter Jorge. Ele disse que a Anvisa não pode desprezar essas questões, quando for decidir sobre o destino dos anorexígenos.
     Disse, ainda, que os farmacêuticos são importantes aliados da população, ao manipular inibidores do apetite, seguindo criteriosamente as prescrições médicas. “A Anvisa argumenta que os anorexígenos geram problemas de saúde. Ora, a obesidade, também, está relacionada a problemas cardiológicos, ao diabetes e a outros agravos”, frisou Walter Jorge. Ele enfatizou que os médicos especialistas saberão quando prescrevê-los.
     Para o dirigente do Conselho Federal de Farmácia, a melhor alternativa não é o banimento linear, como pretende a Agência, mas o controle da prescrição e da venda dos inibidores, por meio de uma fiscalização rigorosa. “O que não pode é o médico ficar sem esta opção terapêutica”, explica Walter Jorge João.


FONTE: CFF

Enviado por Guilherme Rodrigues (aluno 1° período Farmácia - UFPI)

8 de jun. de 2011

Zertane: Novo tratamento na fase III de ensaios clínicos para Ejaculação precoce

     A Ampio Pharmaceuticals, empresa com foco em novas indicações para medicações já aprovadas para uso, anunciou dados da análise da fase III dos testes clínicos com o Zertane (cloridrato de tramadol), opioide já usado como analgésico que demonstrou sucesso no tratamento da ejaculação precoce.
     Os resultados dos ensaios clínicos, na fase III, com a participação de 604 pacientes, são especialmente significativos, já que apenas 15% dos medicamentos que entram nesta fase têm resultados positivos. As análises do estudo multicêntrico duplo-cego e controlado por placebo excederam as expectativas com apenas efeitos adversos mínimos.
     O medicamento aguarda aprovação para comercialização na Europa para esta indicação. Ele apresenta a vantagem de ser usado por via oral, apenas antes das relações sexuais,  e não em uso contínuo como os ansiolíticos usados atualmente para tratar a ejaculação precoce, considerada como um distúrbio de ansiedade.


FONTE: news.med.br

Enviado por Edson Coelho (aluno 1º período Farmácia - UFPI)