15 de jun. de 2011

Cientistas identificam genes ligados às enxaquecas


     Cientistas descobriram um trio de genes vinculado com as enxaquecas, inclusive um relacionado exclusivamente com as mulheres, segundo um estudo publicado na revista britânica "Nature Genetics".
     As enxaquecas são dores de cabeça intensas - às vezes são acompanhadas por uma "aura", quando os pacientes têm a impressão de olhar através de vidro congelado -, e que afetam cerca de 20% da população.
     Os cientistas descrevem a condição, que é de três a quatro vezes mais comum entre as mulheres, como uma desordem cerebral em que neurônios e células cerebrais respondem de forma anormal a estímulos.
     A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que fatores hereditários tenham um papel significativo.
     Para ter acesso ao componente genético, Markus Schuerks, do Hospital Brigham de Mulheres, em Boston, coordenou uma varredura internacional de genomas com 23.230 mulheres, das quais 5.122 sofriam de enxaqueca.
     No estudo, diferenças genéticas entre indivíduos foram comparadas. Acredita-se que este é o maior do tipo feito até agora. A pesquisa permitiu a descoberta de variações em três genes que apareceram mais frequentemente em pacientes com enxaqueca.
     Dois deles, conhecidos como PRDM16 e TRPM8, eram específicos de enxaquecas, e contrários a outros tipos de dores de cabeça. O segundo se vinculava a enxaquecas unicamente em mulheres.
     Estudos anteriores demonstraram que o mesmo tipo de gene contém um "marcador" genético para a sensação de dor, tanto em homens quanto em mulheres.
     O terceiro gene suspeito, o LRP1, está vinculado com a percepção do mundo exterior e com "trajetos químicos" dentro do cérebro.
    "O cérebro de uma pessoa com enxaqueca responde de forma diferente a alguns estímulos, suas células nervosas 'conversam' de forma diferente do que as demais", explicou Shuerks.
    "Muitos neurotransmissores participam desta conversa cruzada e alguns parecem ter um papel especial nas enxaquecas. O LRP1 interage com alguns destes caminhos de neurotransmissores e, portanto, podem modular as respostas nervosas que promovem ou suprimem as crises de enxaqueca", acrescentou.
     Nenhuma das variedades genéticas pareceu estar ligada especificamente a enxaquecas com ou sem auras.
     As descobertas foram replicadas em dois estudos menores com populações, um na Holanda e outro na Alemanha, e em um grupo clínico acompanhado pelo International Headache Genetics Consortium.
     "A herança de qualquer uma das variedades genéticas altera os riscos de enxaqueca em 10% a 15%", disse Schuerks.
     A influência destes genes provavelmente não é grande o suficiente para ser imediatamente usado como uma ferramenta de diagnóstico. Mas o resultado "é um avanço na compreensão da biologia da enxaqueca", afirmou.


FONTE: G1.globo.com

Enviado por Audinei de Sousa (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Gigantes farmacêuticas anunciam venda de vacinas a preço de custo para países pobres


     Quatro grandes empresas farmacêuticas anunciaram, nesta segunda-feira, que farão cortes significativos no preço de venda de suas vacinas para países em desenvolvimento.
     GSK, Merck, Johnson & Johson e Sanofi-Aventis concordaram em vender as vacinas a preço de custo após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês).
     O órgão, criado durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em 2000, reúne empresas e representantes do setor público de diversos países para patrocinar programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.
     O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) se comprometeu a reduzir o preço de sua vacina contra rotavírus em 67%. Ela passará a ser vendida por US$ 2,50 (cerca de R$ 4) para países pobres.
     A diarréia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.
     As vacinas serão subsidiadas pela cobrança de preços mais altos a países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina custará US$ 50 (R$ 78).
     "O que precisamos é de um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas, e isso tem que vir do lucro que obtemos com remédios e vacinas", disse Andrew Witty, o diretor executivo da GSK, à BBC. 
     "Mas é óbvio que, as pessoas que estão no Quênia ou em uma favela de Malawi ou em algum lugar assim, não têm capacidade de contribuir, então elas tem que ser ajudadas pela contribuição de países médios e ricos."
     A Gavi se comprometeu a financiar a introdução de vacinas contra o rotavírus em 40% dos países mais pobres do mundo até 2015, mas ainda precisava angariar US$ 3,7 bilhões (R$ 5,8 bilhões) além da quantia já obtida para atingir o objetivo.
     Por isso, a organização pediu cortes nos preços e doações para empresas farmacêuticas e governos. 


FONTE: Estadão.com

Enviado por Luís Mário (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Consumo de café melhora resposta ao tratamento contra a hepatite C

     Pacientes que tomam duas ou três xícaras de café por dia têm até duas vezes mais chance de responder ao tratamento contra hepatite C, doença que causa inflamação do fígado, do que os que não têm esse hábito, segundo uma pesquisa do Instituto Americano de Gastroenterologia. 
     Segundo Neal Freedman, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o consumo de café tem sido associado a uma menor progressão da doença hepática crônica e à redução da incidência de câncer de fígado. 
     - Embora tenhamos observado uma associação entre a ingestão de café e a resposta ao tratamento, isso precisa ser replicado em outros estudos. 
     Em todo o mundo, estima-se um número entre 130 milhões e 170 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da hepatite C. O vírus causador da doença pode ser transmitido por transfusão de sangue, compartilhamento de seringas contaminadas ou outros objetos que furam ou cortam, como alicates, giletes e instrumentos cirúrgicos, de tatuagens e de acupuntura. Relações sexuais sem camisinha com alguém infectado também podem transmitir a doença.


FONTE: R7.com

Enviado por Guilherme Rodrigues (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Forma como a Nicotina causa perda de peso pode render remédio


Proteína fluorescente destaca as células cerebrais que controlam o apetite e são afetadas pela nicotina (Foto: Science/AAAS)

     Uma das principais reclamações de quem para de fumar é o ganho de peso. Apesar de todos os males para a saúde, o cigarro emagrece e muitos desistem de largar o hábito se a troca for por uns quilinhos a mais. Agora, os cientistas entenderam porque isso acontece, em um estudo publicado na revista "Science" desta semana. A descoberta pode resultar, no futuro, em remédios para emagrecer feitos a partir de drogas parecidas com a nicotina.
     De acordo com o líder do estudo, a perda de peso causada pelo cigarro é real, mas não é muito grande e não deveria servir de desculpa para continuar fumando.
     “A perda de peso média é consistente e estatisticamente relevante, mas moderada, entre 2 kg e 3 kg”, disse ao G1 Yann Mineur, psiquiatra da escola de medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos.
     Com uma droga parecida com a nicotina, o grupo de Mineur descobriu que receptores no cérebro são ativados pelo cigarro na região do hipotálamo – que controla, exatamente, a alimentação. O resultado é a diminuição da fome e, por consequência, perda de peso. Como a ação é bastante específica, os pesquisadores conseguiram também impedir a ativação dos receptores pela droga e, com isso, manter o peso dos camundongos usados na pesquisa.
     Segundo Mineur, a descoberta indica que algumas propriedades de alguns compostos da nicotina podem ser usados como medicação no tratamento de desordens alimentares ou mesmo como maneira de limitar o ganho de peso em quem deixa de fumar. Isso, no entanto, teria que ser feito com cuidado.
     “Talvez possa ser algo parte de um programa de dietas, mas efeitos colaterais devem ser esperados e o custo-benefício deve ser considerado com cautela”, diz ele.
     O cientista também ressalta que a pesquisa não defende o hábito de fumar. Ele lembra que “a dose é o que faz a diferença entre um veneno e um remédio”. “Os compostos de nicotina são tóxicos e letais”, afirma.




Enviado por Guilherme Rodrigues e Juliane Brigida (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

13 de jun. de 2011

Kit desenvolvido no Brasil ajuda a identificar as principais bactérias E. Coli

Um kit desenvolvido no Amazonas ajuda a identificar as principais cepas da bactéria E. Coli. A investigação para a criação do método, chamado de multiplex PCR, foi iniciado em 2007 pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Patrícia Orlandi.
     Durante o estudo em crianças de 0 a 10 anos de Manaus, Orlandi e Nobre, elas observaram que há muitos casos de infecção pela E.coli no Amazonas, porém, não foi detectada nas amostras a existência de duas toxinas ao mesmo tempo. A pesquisadora não descarta a possibilidade de ocorrer a síndrome hemolítico-urémico (SHU) no Amazonas, por isso, enfatiza que é necessário fazer o diagnóstico precoce, evitando, dessa forma, as complicações que podem levar o paciente à morte.
     Atualmente, a recente epidemia de infecção causada pela nova cepa da bactéria Escherichia coli entero hemorrágica (EHEC), ocorrida na Alemanha, tem causado grande repercussão por ter levado dezenas de pessoas à morte.
     Em 1982, a bactéria foi reconhecida, pela primeira vez, como causa de enfermidade nos Estados Unidos, durante um surto de diarreia sanguinolenta severa, ocasionada pela ingestão de hambúrgueres mal passados contaminados com E. coli O157:H7.
     Desta vez, a cepa O104:H4 está se alastrando pela Europa e já superou o número de 1,6 mil infectados, provavelmente, em decorrência do consumo de vegetais crus ou através da transmissão pessoa à pessoa, via oral-fecal, por descuido nos hábitos de higiene.

FONTE:  Isaude.net

Enviado por Michael Soares (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Pele de Sapo: descoberta de medicamento para mais de 70 doenças

     Cientistas descobriram proteínas na pele de sapos que poderão ser usadas para tratar câncer, diabetes, acidente vascular cerebral (derrame) e pacientes transplantados.
     Na verdade, a descoberta tem potencial para o desenvolvimento de novos tratamentos para mais de setenta doenças e condições que afetam mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo.
     Os compostos descobertos atuam regulando o crescimento dos vasos sanguíneos.
     A equipe do professor Chris Shaw, da Universidade Queen's, em Belfaste, identificou duas proteínas que podem ser usadas de forma controlada e dirigida para regular a angiogênese - o processo pelo qual os vasos sanguíneos crescem no corpo.
     Um detalhe interessante é que uma das proteínas tem a capacidade de estimular o crescimento dos vasos sanguíneos, enquanto a outra inibe esse crescimento.
     As proteínas foram encontradas nas secreções da pele da Rã Macaco Cerosa (Waxy Monkey Toad) e do Sapo Gigante Barriga de Fogo (Giant Firebellied).
     Os cientistas capturaram os animais na natureza e extraíram cuidadosamente as secreções, antes de liberá-los de volta à vida selvagem. Os sapos não são prejudicados de nenhuma forma durante esse processo.
     O cientista conta que já foram investidos entre US$4 e 5 bilhões pelas empresas farmacêuticas nos últimos anos na busca de formas de controlar o crescimento dos vasos sanguíneos - tudo sem sucesso até agora. A saída então foi voltar-se para a natureza.
     "Seria uma grande vergonha haver algo na natureza que seja potencialmente a droga milagrosa no tratamento do câncer e não fizéssemos tudo ao nosso alcance para colocá-la para funcionar," conclui o cientista.



Enviado por Karla Genini, Izabela Borges e Lunara Caetano (alunas 1º período Farmácia - UFPI)

O FDA fornece a designação de medicamento órfão ao EPI-743 da Edison Pharmaceuticals


     Mountain View, California -Edison Pharmaceuticals, Inc. anunciou no dia 07 de junho (terça-feira),que a Administração dos Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos concedeu a designação de medicamento órfão ao IPE-743 para o tratamento de doenças herdadas da cadeia respiratória mitocondrial. Atualmente, estas doenças mitocondriais afetam cerca de 60.000 pessoas.
     O Regulamento do Medicamento Órfão, aprovado em 1982, fornece incentivos para as empresas referentes ao tratamento para doenças que afetam menos de 200.000 pessoas nos Estados Unidos. Esta designação prevê uma revisão acelerada e um período de sete anos de exclusividade com a aprovação do FDA.
     O FDA concedeu a designação de medicamento órfão ao EPI-743 da Edison baseado na revisão do pedido, que incluía dados clínicos e pré-clínicos demonstrando a eficácia e o perfil de segurança favorável.
     Doenças mitocondriais herdadas são doenças genéticas que compartilham elos de defeitos comuns na forma como as células produzem e regulam a energia. Podem surgir através de um defeito nos genes localizados no núcleo ou mitocôndrias. Estima-se que 2.000 defeitos no DNA nuclear e 200 defeitos no DNA mitocondrial têm sido identificados como sendo de origem patogênica (1). Doenças mitocondriais herdadas são clinicamente diversificadas e mal compreendidas. Podem afetar praticamente qualquer sistema de órgãos no corpo. Como os tecidos cerebrais e musculares usam uma quantidade extraordinária de energia, as mesmas são dramaticamente afetadas por estas desordens. Doenças mitocondriais geralmente apresentam manifestações do sistema nervoso central, mas também resultam em uma variedade de outros sinais clínicos importantes que incluem diabetes, insuficiência hepática, surdez, cegueira, insuficiência renal além da fraqueza muscular e fadiga.
     Atualmente, a ciência está na fronteira da medicina mitocondrial. Algumas doenças que anteriormente não tinham uma causa conhecida, agora estão sendo definidos, na etiologia, como sendo mitocondrial. É possível que no futuro, a doença mitocondrial estará envolvida em doenças adicionais, tais como na biologia do câncer.




Enviada por Carla Mariana (aluna 1º período farmácia - UFPI)