29 de jun. de 2011

Proibição de propaganda do Activia pela ANVISA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira a suspensão de todas as propagandas do iogurte Activia por problemas na divulgação de suas propriedades.


Afinal, o que é Activia? O que são os bacilos DanRegularis ? "Bifidobacterium animalis é uma bactéria anaeróbica gram-positiva encontrada nos intestinos de animais de grande porte, inclusive humanos."
Qual seria então a fonte para se obter o famoso DanRegularis?
São as FEZES HUMANAS!!


      Muitas empresas têm tentado registrar subespécies específicas como uma técnica de marketing, renomeando estas subespécies com rótulos pseudo-científicos.
      A Danone (Dannon) protocolou como marca registrada a cepa DN 173.010, e comercializa o organismo nomeando-o de: Bifidus Digestum (Reino Unido), Bifidus Regularis (EUA e México), Bifidubacterium Lactis ou B.L. Regularis (Canadá), DanRegularis (Brasil) e Bifidus Artiregularis (Argentina, Áustria, Bulgária, Chile, Alemanha, Itália, Irlanda, Romênia, Rússia e Espanha).
     Cientificamente, o nome correto desta cepa é Bifidobacterium animalis subsp.animalis, strain DN-173.010.
     O motivo pelo qual a bebida láctea Activia ajuda na digestão é o simples fato de que a bactéria adicionada pela Danone pertence a uma cepa mais irritante para a mucosa intestinal, que ao entrar em contato trata de expelir o mais rapidamente possível o material fecal.
     Honestamente é saudável, a longo prazo, acostumar o sistema digestório humano a somente funcionar pela introdução de um material irritante/estimulante? Isso não seria viciar o organismo? Não seria mais coerente consumir mais fibras e menos pão branco, o verdadeiro culpado pelos problemas intestinais?
     Activia é um Alimento probiótico, eles dizem... Até quando os consumidores devem ser ingênuos de acreditar cegamente em propagandas e em campanhas de marketing?
     A bebida láctea contendo Bifidobacterium animalis sp vem sendo comercializada pela Danone pelo mundo afora desde 1990, mas somente no Brasil colocaram o nome da marca Danone (DanRegularis) no nome científico registrado.
     Em seu site, a Danone afirma que "tomar Activia diariamente, como parte de uma dieta equilibrada e de um estilo de vida saudável, proporciona uma quantidade suficiente de bacilos DanRegularis para ajudar a regularizar o seu sistema digestivo."
     A Danone foi procurada pela reportagem da FolhaOnline por meio de sua assessoria de imprensa, mas ainda não se manifestou.


FONTE: FolhaOnline

Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

28 de jun. de 2011

Criação e produção de vacinas: Brasil e China

     O acordo firmado entre uma empresa brasileira com a China e o Canadá nesta terça-feira (28) tem o objetivo de criar e produzir vacinas contra a tuberculose e para aumentar a sobrevida de pacientes com câncer.
     O pacto foi feito durante uma convenção de biotecnologia realizada nesta semana na capital norte-americana. Durante entrevista ao G1, Fernando Kreutz, presidente da empresa responsável pelo intercâmbio da tecnologia, afirmou que o acordo vai permitir a exportação de tecnologia para o Canadá (vacina terapêutica contra câncer de próstata) e permitir o desenvolvimento e futura fabricação de imunizações com a China (tuberculose).


     A imunização padrão para tuberculose no Brasil é a vacina BCG, disponível na rede pública e produzida em solo nacional. A nova vacina a ser desenvolvida pela parceria sino-brasileira servirá, a princípio, como um complemento da BCG. "Por enquanto, nós temos estudos pré-clínicos", lembra Kreutz. "Mas o objetivo não é substituir a vacina atual, mas aumentar o raio de ação dela combinando outro tipo de biofármaco."
     Já as vacinas para combate ao câncer são mais recentes. A primeira delas, para tratar câncer de próstata, foi aprovada pelo FDA - órgão do governo norte-americano responsável por controlar alimentos e remédios no país - apenas em 2010. Para Kreutz, após a desconfiança inicial, o objetivo agora é produzir uma versão mais competitiva da vacina.


FONTE: G1.com

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

27 de jun. de 2011

ENTREVISTAS COM FARMACÊUTICOS - 3


Entrevista com Alberto Macêdo de Carvalho (Farmacêutico no Piauí)
por: Laynne Hellen e Lucas Mousinho 
 

LL: Porque entre tantas profissões você escolheu ser farmacêutico? 
AM: Escolhi o curso de farmácia por ter trabalhado em uma farmácia comunitária antes do vestibular.

LL: Assim que você se formou, conseguiu entrar logo no mercado de trabalho ou teve alguma dificuldade? E seus colegas de turma?
AM: Demorou um pouco, assim como a maioria dos meus colegas de turma.

LL: Em qual área da profissão farmacêutica você trabalha e por que decidiu atuar nesta?
AM: Análises Clínicas. Por achar que é uma área promissora.

LL: Você é a favor do piso salarial para o farmacêutico no Piauí?
AM: Sim, vai ajudar a promover o reconhecimento do profissional.

LL: O que você acha que deve ser feito para que o farmacêutico ganhe um maior reconhecimento no estado do Piauí?
AM: A obrigatoriedade de sua presença nos estabelecimentos de saúde, para que seu trabalho seja visto pela sociedade.


O blog Farmácia em Foco agradece a participação e a gentileza de Alberto Macêdo em atender nossos alunos.

23 de jun. de 2011

ENTREVISTAS COM FARMACÊUTICOS - 2

Entrevista com Luis Alberto de Sousa Rodrigues (Farmacêutico no Piauí)
por: Rebeca Costa e Michael Soares


RM: Nome, idade, quando e onde se formou.
LA: Luis Alberto de Sousa Rodrigues, 26 anos, formado em 2009 na UFPB.

RM: Por que você escolheu o curso de farmácia?
LA: Meu pai é dono de farmácia, então desde pequeno tive contato com medicamentos. Dessa forma, pesquisei sobre a profissão e me identifiquei.

RM: Quando decidiu em que área iria atuar?
LA: Decidi no 8º período.

RM: Você acha que o farmacêutico tem uma boa remuneração?
LA: Não. Acho que somos muito mal remunerados e sou a favor de um piso salarial justo e nacional.

RM: Você acha que a população em geral sabe e reconhece o papel do farmacêutico na sociedade?
LA: Não. Muita gente ainda não sabe o papel do farmacêutico, principalmente no interior.

RM: Você é feliz com a profissão que escolheu?
LA: Sim, sou um profissional realizado.


O blog Farmácia em Foco agradece a participação e a gentileza de Luís Alberto em atender nossos alunos.

22 de jun. de 2011

ENTREVISTAS COM FARMACÊUTICOS

Olá Leitores do blog Farmácia em Foco!!! 
     Nesse período (2011.1) na Disciplina Introdução à Farmácia no curso de Farmácia da UFPI, foi proposto aos alunos que entrevistassem profissionais na área de Farmácia com o objetivo de investigar o porquê da escolha da profissão, suas experiências e perspectivas sobre a mesma.

O Blog Farmácia em Foco irá publicar diariamente as entrevistas com os profissionais dessa área realizada por cada grupo de alunos. 
FIQUEM LIGADOS!!! 

Entrevista 1
Entrevista com André Igor (egresso do curso de farmácia da UFPI)
por: Karla Genini e Miguel Castro

KM: Qual era sua opinião sobre o curso antes de ingressar na universidade e o que levou a escolhê-lo?
AI: Bem, no ensino médio, quando tive de escolher um curso pra fazer vestibular, eu sabia que queria ser um profissional da saúde, porque essa era uma vontade minha mesmo, além disso gostava muito de Química, e fiquei nessa dúvida até que um prof. meu me perguntou porque eu não fazia o curso de Farmácia, que era saúde e tinha bastante química. Segui o conselho dele e fui pesquisar qual a função do farmacêutico, e vi algumas áreas onde este poderia atuar e desde já me interessei, em especial, pela área de medicamentos. Quando tive a oportunidade de conversar com um farmacêutico e vi o quanto ele era apaixonado por sua profissão tive certeza de que esse era o curso que eu tinha de fazer!

KM: O curso de farmácia oferece um grande leque de opções para os seus graduandos. Por qual motivo você escolheu a área em que trabalha hoje?
AI: Quando eu entrei no curso de Farmácia eu só tinha uma vaga noção das áreas onde o farmacêutico poderia atuar, sendo que aquela época (ainda era o currículo antigo) o farmacêutico se formava e tinha de fazer uma habilitação pra exercer outras áreas. A UFPI só ofertava a habilitação em Análises Clínicas, que não me interessava muito porque, como eu disse anteriormente, eu identificava o farmacêutico como o profissional do medicamento e era esse farmacêutico que eu pretendia ser. 
  Quando migrei para o currículo novo que vi todas as outras áreas onde o farmacêutico poderia atuar confesso que fiquei na dúvida... 
  Cheguei a fazer estágio em Análises Clínicas e pensei em seguir carreira de microbiologista, mas quando fiz um mini-curso de "Boas Práticas de Fabricação na Indústria Farmacêutica" num encontro estudantil em 2006, me identifiquei com a área, e guiei minha graduação para segui-la. Gostei porque sempre me interessei por tecnologias de ponta e coisas assim, e vi que tinha aptidão pra essa área.
  Hoje, infelizmente, não é nessa área que atuo, talvez por falta de indústrias farmacêuticas em Teresina e por não ter conseguido oportunidade em alguma outra no Piauí, então escolhi trabalhar em áreas de certa forma relacionadas a ela, como a Farmácia de Manipulação ou Magistral, que se assemelham em relação à visão de Boas Práticas, e a Farmácia Hospitalar, que não tem muita relação com a Indústria, mas é onde trabalho com a paixão que me levou a escolher o curso de Farmácia: o medicamento.

KM: Qual a visão das pessoas sobre a sua área de atuação?
AI: Na Farmácia de Manipulação o trabalho do farmacêutico é bastante conhecido e reconhecido, já que é a área que originou nossa profissão. Aí as pessoas constantemente procuram o farmacêutico para tirar dúvidas sobre algum medicamento ou fórmula, e reconhecem nosso papel como provedor de conhecimento técnico no preparo e na formulação dos medicamentos.
  Já na Farmácia Hospitalar o farmacêutico ainda não é muito visto pelas pessoas, já que o serviço de farmácia clínica (que seria aquele que aproxima o farmacêutico dos pacientes) não está muito bem estabelecido nos hospitais. Porém o farmacêutico se relaciona ativamente com toda a equipe de saúde do hospital e também com a equipe administrativa, sendo seu trabalho bastante conhecido dentro do hospital.

KM: Como se encontra o mercado de trabalho para os formados em farmácia?
AI: Aqui em Teresina e no Piauí como um todo ainda são poucos farmacêuticos em relação à enorme demanda que o estado tem. E a demanda vem aumentando conforme as agências de fiscalização aumentam a cobrança sobre os estabelecimentos. O fato é que são muitas as propostas de trabalho e vez ou outra aparecem oportunidades melhores que acabam por fornecer, mesmo para o recém-formado, a oportunidade de escolher aonde é melhor trabalhar. Também tem surgido muitos concursos.

KM: Quais são suas expectativas para a área farmacêutica nesses anos que vêm?
AI: Os últimos farmacêuticos que tem se formado na universidade vivenciaram uma experiência diferente na formação. Apesar de ainda necessitar de muitas melhorias, especialmente na parte pedagógica, o curso de Farmácia está mais estruturado e sistematizado, o que permitiu que os farmacêuticos que se formaram nos últimos 3 ou 4 anos adquirissem uma visão diferente do que é ser farmacêutico. O próprio crescimento do Centro Acadêmico e sua participação na conscientização ética e política dos estudantes tem contribuído pra isso.
  Minha expectativa é que esses farmacêuticos que se formaram nas últimas turmas comecem a mudar a atividade farmacêutica no estado com seu trabalho diferenciado, mais técnico, ético,
responsável e também político, com uma visão mais social em seu exercício. Acredito que com essas mudanças no exercício da profissão isso acabe por gerar um efeito cascata que exija que os antigos farmacêuticos se atualizem e melhorem suas práticas, estando mais presentes nos estabelecimentos, fazendo um bom trabalho e conseqüentemente sendo mais reconhecidos pela sociedade, afinal "quem não é visto, não é lembrado".

KM: O que é ser farmacêutico?
AI: É uma pergunta complexa, mas me baseio em dois pensamentos para respondê-la. O primeiro é o de Mahatma Gandhi, que diz que "Acreditar em algo e não viver é desonesto" e o
segundo é o de Oswaldo Cruz, se não me engano, que diz que todo profissional de saúde é também um sanitarista. Eu considero que o farmacêutico é o profissional do medicamento,  com todo o respeito às outras áreas como alimentos e análises clínicas, não tem como se pensar no farmacêutico sem associá-lo aos medicamentos. Esse é o berço da profissão, e é a única área que é exclusiva do farmacêutico. Durante sua formação o farmacêutico adquire vários conhecimentos sobre os riscos da utilização de medicamentos, que vão à contramão do que está estabelecido como paradigma na nossa sociedade que é o medicamento como mercadoria.
  O farmacêutico sabe mais do que ninguém que o medicamento não é uma simples mercadoria e que as conseqüências de seu uso como tal são nefastas. Quando digo que me baseio no pensamento de que acreditar em algo e não viver é desonesto pra definir o que é ser farmacêutico, é no sentido de que, a partir do momento que o farmacêutico sabe que o medicamento não é mercadoria, não deve ser tratado como tal e acredita nisso, é desonesto agir de outra forma. Unindo isso ao pensamento de que o farmacêutico é também um sanitarista, ser farmacêutico significa ser um profissional que luta pela saúde pública e que está sempre atento a algo que possa feri-la (a saúde pública). É uma profissão especial, nesse
sentido, porque é o profissional que está em todos os níveis da atenção à saúde e principalmente no último e mais próximo que é no momento em que a pessoa recebe o medicamento e vai pra casa utilizá-lo. Como costumamos dizer, sem farmacêutico a saúde não
tem remédio.

O blog Farmácia em Foco agradece a participação e a gentileza de André Igor em atender nossos alunos.

21 de jun. de 2011

Morango melhora qualidade de células do sangue

     O morango pode ser um importante aliado para melhorar a capacidade antioxidante do sangue. É o que indica uma pesquisa publicada no periódico Food Chemistry, segundo a qual a fruta é eficiente em melhorar a resposta das células vermelhas do sangue ao estresse oxidativo, um desequilíbrio químico associado a problemas cardíacos, diabetes e ao envelhecimento.
     Para chegar aos resultados, 12 voluntários saudáveis comeram 500 gramas de morangos todos os dias, por duas semanas. Foram colhidas amostras de sangue depois de quatro, oito, 12 e 16 dias e um mês. Os resultados mostraram que a fruta havia melhorado a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência das células vermelhas à fragmentação causada pela oxidação.
      A equipe de cientistas analisa agora como as diferentes variedades do morango e como o consumo da fruta em menores quantidades (150 gramas, em média) afetaria o organismo. “O importante é que o morango passe a integrar a dieta regular da pessoa, fazendo parte das cinco porções diárias de frutas e vegetais”, diz Maurizio Battino, coordenador do estudo.

 
FONTE: Veja.com Saúde

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

18 de jun. de 2011

Exame de sífilis na gravidez pode salvar bebês


     As vidas de centenas de milhares de bebês podem ser salvas anualmente se mulheres grávidas fizerem exames de sífilis, dizem pesquisadores na Grã-Bretanha. Pesquisadores da University College London analisaram 10 estudos prévios, que envolveram um total de 41 mil mulheres, e divulgaram suas conclusões na publicação científica "Lancet Infectious Diseases".
     A sífilis causa a morte de meio milhão de bebês todo ano, número que inclui natimortos e bebês que morreram pouco após o nascimento, a maioria na África subsaariana.
     Os pesquisadores dizem que exames e consequentes tratamentos a base de antibióticos seriam uma forma barata e efetiva de diminuir pela metade o número de mortes.
     O estudo sugere que a realização de exames acompanhados de tratamento resultou na redução de 58% dos casos de natimortos e em uma redução similar nos casos de mortes nas primeiras semanas de vida. Casos de sífilis congênita também foram reduzidos.

Custo
     A sífilis é uma doença sexualmente transmissível que resulta em ferimentos e coceiras e evolui para danos mais sérios ao coração, cérebro e olhos, podendo causar a morte. Ela pode ser passada de mãe para filho pela placenta, doença conhecida como sífilis congênita.
     Calcula-se que menos de uma em cada oito mulheres faz o teste de sífilis durante a gravidez e mais de dois milhões de mulheres com a doença ficam grávidas anualmente. Em mais de dois terços dos casos, ocorrem sérias complicações.
     Outro estudo complementar publicado no Lancet calcula que o custo para a realização de testes para a sífilis é de US$ 1,44 (equivalente a cerca de R$ 2,3).
     Os pesquisadores dizem ainda que se todas as mulheres grávidas que testarem positivo receberem uma única dose do antibiótico benzatina antes da 28ª semana de gravidez, não haveria mais mortes de bebês recém-nascidos causa da sífilis.


Enviado por Miguel Castro (aluno 1º período farmácia - UFPI)