8 de ago. de 2010

Laboratórios desenvolvem novos remédios contra colesterol e hepatite C

The New York Times

(Getty Images)


    Novos medicamentos contra hepatite C e para o controle de colesterol estão no último estágio de testes clínicos e podem chegar às farmácias em breve. Contudo, analistas avaliam que os efeitos colaterais dos remédios podem reduzir as vendas.
    Segundo o laboratório Merck, a droga boceprevir, quando aliada às terapias atuais, curou efetivamente dois terços dos pacientes com hepatite C - índice muito melhor do que o observado com terapias já existentes. A Isis Pharmaeceuticals e a Genzyme afirmaram que o remédio mipomersen diminuiu significativamente o LDL, o chamado colesterol ruim, mesmo tomando as doses máximas toleráveis de estatinas.
    A Merck está numa disputa com a Vertex Pharmaceuticals para levar ao mercado a primeira de uma nova classe de drogas contra a hepatite C cuja expectativa é reduzir o tempo e aumentar a eficácia do tratamento - que, atualmente, dura cerca de um ano, com o uso de alfa-interferon e ribavirin, causa severos efeitos colaterais e consegue eliminar o vírus apenas em metade dos casos. O laboratório realizou um teste com 1.907 pacientes que estavam recebendo tratamento para hepatite pela primeira vez, e 66% dos que se submeteram a um regime de 48 semanas que incluiu o boceprevir tiveram uma resposta imunológica sustentada, em comparação com 38% para os que utilizaram a terapia atual e placebos.
   Em outra experiência, que envolveu 400 pacientes que já haviam recebido tratamento, 66% dos que receberam o boceprevir por 48 semanas foram efetivamente curados - o triplo da taxa de controle, de 21%. “Este é um perfil atraente para o boceprevir”, salientou Peter Kim, presidente da Merck. Ele afirmou que o laboratório enviará o remédio para aprovação da Food and Drug Administration (o órgão americano de controle de remédios e alimentos) até o final do ano.

Colesterol - A Isis e a Genzyme afirmaram que também buscarão aprovação para seu medicamento contra o colesterol na primeira metade de 2011. Em um teste, pacientes que receberam o mipomersen tiveram em média redução de 36% no LDL depois de 26 semanas - contra um aumento de 13% no grupo que tomou placebo. Em outro estudo, a droga reduziu o LDL em 37%.
     Entretanto, mais de 20% dos pacientes nos dois testes abandonaram a pesquisa por causa dos efeitos colaterais. A maior preocupação é que a droga possa causar danos ao fígado. “A eficácia parece boa, mas a segurança permanece um risco chave”, escreveu o analista Geoffrey Meacham, do JP Morgan, em nota aos clientes.

FONTE: Revista Veja (05/08/2010 - 11:04)


Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
Blog Farmácia em Foco

12 de jul. de 2010

O PAPEL DO FARMACÊUTICO


O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE, CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E, AINDA, TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA
RESOLUÇÃO N.º 417, DE 29 DE SETEMBRO DE 2004




 
Neste último milênio a maior preocupação da sociedade se volta para a necessidade de qualidade de produtos, desta forma necessita-se do profissional que prime a qualidade do medicamento dentro do estabelecimento de saúde no seu cotidiano.
Desta forma, é a partir de fórmulas e receitas, que os farmacêuticos estão em busca de uma nova descoberta que traga benefício e qualidade de vida à saúde das pessoas, essa sendo então uma área em constante processo de renovação e mudança.
O profissional farmacêutico sempre foi ligado àquele que está atrás do balcão nas farmácias. Hoje, pode-se perceber que ele não atua apenas nessa atividade, mais também está inserido em outros campos de atuação.
O farmacêutico é um profissional comprometido com o bem estar dos que estão à sua volta, com grandes perspectivas de resgate do seu papel, função e valorização no sistema de saúde, através de ações concretas na promoção e prevenção. Além de ser presença obrigatória em farmácias e drogarias, esses profissionais também são responsáveis pela manipulação dos medicamentos, seja em farmácias ou nas indústrias. O farmacêutico também pode ser responsável pela análise dos alimentos e pela indústria de cosméticos. Se a escolha for a bioquímica, há a opção de cuidar de laboratórios de análises clínicas e fazer diagnósticos e prognósticos de doenças, além disso pode atuar na área de educação (professor) e perícia criminal, assim como em exames de DNA.   
O primeiro diploma referente à profissão que se conhece está em Portugal e data de 1338. A formação de farmacêutico começa com o curso superior e logo após indica-se a sua inscrição no Conselho Federal de Farmácia, no qual foi oficializada a comemoração da profissão em 20 de janeiro por se tratar de uma data alusiva à fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF).
Portanto, hoje, o farmacêutico é de suma importância e sua imagem só tende a crescer como um profissional necessário no âmbito da saúde, tendo uma larga escala de atuação, desde drogarias ao ramo industrial com o processo de produção e desenvolvimento de medicamentos.



Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
blogfarmaciainfoco@gmail.com