21 de ago. de 2010

HINO FARMACÊUTICO

Autor: Islou Silva
CRF-DF 1.123



 A cura do homem no passado
Que por meio de unguentos se dava
Foi pelo eterno Hipócrates
do tempo dos deuses tirada

Da inesgotável fonte de Deus
O homem de remédios se proveu
Dos fartos recursos naturais
Com sabedoria se serviu

Oh, que herança inaudita
Farmácia, ciência milenar
De Galeno as antigas boticas
 Vieram a dor do homem minorar
Ergo os meus olhos bem alto
E contemplo a missão do saber
Que melhora a vida do homem
E com prazer o ajuda a viver

Da grande missão da ciência
Serei sempre um forte aliado
Em busca de conhecimento
Com a ética sempre ao meu lado

Carrego pra sempre em meus ombros
A intrépida vontade de vencer
E cultuo no meu coração
O afã da cura nos trazer


Olá futuros, recentes e admiradores da Farmácia, encontrei esse hino de composição de um colega de profissão. Espero que gostem e que adquiram o espírito de suas profissões.

OBS: Caso você componha algo relacionado à Farmácia é só nos enviar através do endereço do blog que está logo abaixo, quem sabe a próxima composição a aprecer aqui seja a sua! 



Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

18 de ago. de 2010

Pós em Inovação Terapêutica tem quarta Defesa de Dissertação

     O Programa de Pós-Graduação em Inovação Terapêutica (PPGIT) da UFPE realizou, na última sexta-feira (13), a defesa de sua quarta dissertação. Trata-se da pesquisa “Desenvolvimento de Dispersões Sólidas Binárias Visando o Incremento da Solubilidade Aquosa do Antirretroviral Efavirenz”, desenvolvida pela mestranda Lariza Darlene Santos Alves, sob orientação do professor Pedro José Rolim Neto.
     A dissertação contribui para o fortalecimento do programa de combate a DST/AIDS no Brasil, visto que possibilitou um melhor entendimento do processo de solubilização do efavirenz e uma maior potência de suas características físico-químicas. O efavirenz é um dos fármacos de primeira escolha no tratamento de terapia antirretroviral para a AIDS.
     Apesar de sua eficácia, contudo, a substância apresenta baixa solubilidade aquosa, o que leva a problemas de absorção no trato gastrointestinal e biodisponibilidade inadequada para sua ação terapêutica. Essa defasagem na solubilidade pode ser revertida através da técnica de dispersões sólidas (DS), promissora pela sua vasta aplicabilidade, praticidade e baixo custo.
    A pesquisa desenvolveu diferentes técnicas de obtenção de dispersões sólidas. Por meio delas, pôde descobrir a maneira mais eficaz de utilização do efavirenz, incrementando sua solubilidade e diminuindo os efeitos colaterais de seu uso. Assim, é possível aumentar a qualidade do fármaco em relação aos medicamentos atualmente disponibilizados no mercado farmacêutico.
    A defesa contou com a participação dos professores José Lamartine, da Universidade Federal do Piauí, como membro externo, e Maria do Carmo Alves de Lima, do PPGIT, na banca examinadora. Completava o trio de examinadores o próprio Pedro Rolim, que orientou a pesquisa.
 
Mais informações
(81) 2126.8947
ppgit@ufpe.br



Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

11 de ago. de 2010

FOCO EM SAÚDE PÚBLICA

Farmácias começam a enxergar sua importância como agentes para a saúde da população e investem em campanhas que, além de serem essenciais para a sociedade, ainda trazem retorno em imagem e fidelização dos clientes.

Por Kathlen Ramos

    Se as mudanças impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são realmente boas e viáveis para o setor farmacêutico, isso ainda é muito discutível. Mas os questionamentos que a entidade trouxe sobre o verdadeiro papel das farmácias na sociedade geraram muitas reflexões. A proibição da venda de produtos e serviços que não estão ligados à saúde (por meio da RDC 44) é uma delas. Mais do que proibir a venda de diversas linhas de produtos dentro desses estabelecimentos, essa RDC trouxe à tona a discussão sobre o verdadeiro papel das farmácias, que deveriam ser instituições voltadas única e exclusivamente à promoção da saúde.
   
    Antes mesmo dessa resolução, muitos estabelecimentos começam a agir como agentes de saúde, realizando campanhas de prevenção a doenças, por exemplo. Ações importantes e que trazem ganhos positivos para a própria imagem das farmácias, que passam a ser vistas com mais respeito pelos consumidores. "Além da fidelização, elas contribuem para o marketing institucional e a propaganda boca a boca da empresa junto ao grande público. Marketing este que nenhum dinheiro ou campanha é capaz de bater. É gente falando positivamente com gente", salienta a palestrante e consultora especializada em treinamento, desenvolvimento e marketing de varejo, Silvia Osso.
    
    Portanto, campanhas assim se tornam um grande diferencial competitivo. "São uma tendência de mercado, primeiro porque a farmácia deve estar engajada na promoção de saúde e melhoria da qualidade de vida da comunidade onde está localizada. Depois, do ponto de vista de marketing, porque esta é uma ótima oportunidade de fortalecer a sua marca e mostrar sua preocupação com a responsabilidade social", explica o coordenador do curso de Farmácia da Universidade Anhembi Morumbi, Geraldo Alécio, reforçando que, a partir de atitudes como essas, os lucros são uma consequência natural.


    O novo contexto em que o curso de farmácia se encontra é bem desafiador. Diante da matéria mencionada acima pode vir então a pergunta: Qual o Papel do Farmacêutico no NOVO contexto da saúde?
Em relação a esta pergunta, vale a pena conferir essa entrevista com o farmacêutico Amílson Álvares em 21/01/09 (na época também Vice presidente do Conselho Federal de Farmácia).  

 

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

8 de ago. de 2010

Laboratórios desenvolvem novos remédios contra colesterol e hepatite C

The New York Times

(Getty Images)


    Novos medicamentos contra hepatite C e para o controle de colesterol estão no último estágio de testes clínicos e podem chegar às farmácias em breve. Contudo, analistas avaliam que os efeitos colaterais dos remédios podem reduzir as vendas.
    Segundo o laboratório Merck, a droga boceprevir, quando aliada às terapias atuais, curou efetivamente dois terços dos pacientes com hepatite C - índice muito melhor do que o observado com terapias já existentes. A Isis Pharmaeceuticals e a Genzyme afirmaram que o remédio mipomersen diminuiu significativamente o LDL, o chamado colesterol ruim, mesmo tomando as doses máximas toleráveis de estatinas.
    A Merck está numa disputa com a Vertex Pharmaceuticals para levar ao mercado a primeira de uma nova classe de drogas contra a hepatite C cuja expectativa é reduzir o tempo e aumentar a eficácia do tratamento - que, atualmente, dura cerca de um ano, com o uso de alfa-interferon e ribavirin, causa severos efeitos colaterais e consegue eliminar o vírus apenas em metade dos casos. O laboratório realizou um teste com 1.907 pacientes que estavam recebendo tratamento para hepatite pela primeira vez, e 66% dos que se submeteram a um regime de 48 semanas que incluiu o boceprevir tiveram uma resposta imunológica sustentada, em comparação com 38% para os que utilizaram a terapia atual e placebos.
   Em outra experiência, que envolveu 400 pacientes que já haviam recebido tratamento, 66% dos que receberam o boceprevir por 48 semanas foram efetivamente curados - o triplo da taxa de controle, de 21%. “Este é um perfil atraente para o boceprevir”, salientou Peter Kim, presidente da Merck. Ele afirmou que o laboratório enviará o remédio para aprovação da Food and Drug Administration (o órgão americano de controle de remédios e alimentos) até o final do ano.

Colesterol - A Isis e a Genzyme afirmaram que também buscarão aprovação para seu medicamento contra o colesterol na primeira metade de 2011. Em um teste, pacientes que receberam o mipomersen tiveram em média redução de 36% no LDL depois de 26 semanas - contra um aumento de 13% no grupo que tomou placebo. Em outro estudo, a droga reduziu o LDL em 37%.
     Entretanto, mais de 20% dos pacientes nos dois testes abandonaram a pesquisa por causa dos efeitos colaterais. A maior preocupação é que a droga possa causar danos ao fígado. “A eficácia parece boa, mas a segurança permanece um risco chave”, escreveu o analista Geoffrey Meacham, do JP Morgan, em nota aos clientes.

FONTE: Revista Veja (05/08/2010 - 11:04)


Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
Blog Farmácia em Foco

12 de jul. de 2010

O PAPEL DO FARMACÊUTICO


O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE, CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E, AINDA, TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA
RESOLUÇÃO N.º 417, DE 29 DE SETEMBRO DE 2004




 
Neste último milênio a maior preocupação da sociedade se volta para a necessidade de qualidade de produtos, desta forma necessita-se do profissional que prime a qualidade do medicamento dentro do estabelecimento de saúde no seu cotidiano.
Desta forma, é a partir de fórmulas e receitas, que os farmacêuticos estão em busca de uma nova descoberta que traga benefício e qualidade de vida à saúde das pessoas, essa sendo então uma área em constante processo de renovação e mudança.
O profissional farmacêutico sempre foi ligado àquele que está atrás do balcão nas farmácias. Hoje, pode-se perceber que ele não atua apenas nessa atividade, mais também está inserido em outros campos de atuação.
O farmacêutico é um profissional comprometido com o bem estar dos que estão à sua volta, com grandes perspectivas de resgate do seu papel, função e valorização no sistema de saúde, através de ações concretas na promoção e prevenção. Além de ser presença obrigatória em farmácias e drogarias, esses profissionais também são responsáveis pela manipulação dos medicamentos, seja em farmácias ou nas indústrias. O farmacêutico também pode ser responsável pela análise dos alimentos e pela indústria de cosméticos. Se a escolha for a bioquímica, há a opção de cuidar de laboratórios de análises clínicas e fazer diagnósticos e prognósticos de doenças, além disso pode atuar na área de educação (professor) e perícia criminal, assim como em exames de DNA.   
O primeiro diploma referente à profissão que se conhece está em Portugal e data de 1338. A formação de farmacêutico começa com o curso superior e logo após indica-se a sua inscrição no Conselho Federal de Farmácia, no qual foi oficializada a comemoração da profissão em 20 de janeiro por se tratar de uma data alusiva à fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF).
Portanto, hoje, o farmacêutico é de suma importância e sua imagem só tende a crescer como um profissional necessário no âmbito da saúde, tendo uma larga escala de atuação, desde drogarias ao ramo industrial com o processo de produção e desenvolvimento de medicamentos.



Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
blogfarmaciainfoco@gmail.com