21 de mar. de 2011

SUS terá remédio para tratar doença de Gaucher

por G1 - Ciências e Saúde

      Uma portaria do Diário Oficial divulgada nesta sexta-feira (18) torna a substância imiglucerase, indicado no combate à doença de Gaucher, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). A enzima é fabricada somente pelo laboratório farmacêutico Genzyme - recentemente adquirido pela gigante Sanofi-Aventis - e recebe o nome comercial Cerezyme.
      O remédio chegou a faltar em todo o mundo, quando a fabricante anunciou, em julho de 2009, a suspensão temporária do medicamento depois de uma contaminação por vírus dos equipamentos usados para a produção. Em outubro de 2010, a Genzyme anunciou a recuperação dos estoques no Brasil.
     Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 610 pessoas dependem da imiglucerase para tratar a doença no país.
  
Gaucher
 
     A doença é o depósito de produtos da decomposição de gorduras no corpo chamados glicocerebrosídeos. O excesso acontece nos órgãos por um mau funcionamento das enzimas que participam do metabolismo dos lipídios e causa um crescimento do fígado e do baço, além de tornar a pele mais parda.

      A medula óssea também pode ser sofrer com dores e até ser destruída, o que pode levar a anemias e complicações fatais ao portadores.
      Há três variedades conhecidas da doença. A forma mais grave é o tipo 2, a forma infantil, que pode provocar aumento do baço e alterações no sistema nervoso que geralmente causam óbitos antes de 1 ano de idade.
      Trata-se de um problema hereditário e congênito - presente desde o nascimento da pessoa. É causado por uma mutação genética que impede a ação da enzima glicocerebrosidase, que ocorre naturalmente no corpo e serve para "digerir" os glicocerebrosídeos.
      O tratamento é feito com injeções de enzimas como a imiglucerase ou a taliglucerase alfa - que deverá ser produzida no Brasil pelo laboratório público Biomanguinhos dentro de 5 anos, normalmente a cada duas semanas. O procedimento é mais eficaz quando o sistema nervoso do paciente não apresenta complicações.

 
Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

Investimentos de R$ 4,5 bilhões contra Câncer de Mama e de Colo do Útero

     A presidente Dilma Rousseff anunciará amanhã (22/03) que o governo investirá, até 2014, R$ 4,5 bilhões na prevenção, no diagnóstico e no tratamento do câncer do colo do útero e do câncer de mama. O Objetivo é atender, principalmente, as mulheres entre 25 e 59 anos. Este programa será lançado amanhã em Manaus (AM).


      Um dos primeiros passos do programa, segundo a presidente, será implantar 20 novos centros especializados no diagnóstico e no tratamento da fase inicial do câncer do colo de útero, em estados das regiões Norte e Nordeste.
      A presidente ainda garantiu, em entrevista em seu programa de rádio "Café com a presidenta", a criação de 32 novos serviços especializados para radioterapia e quimioterapia, e atualizar os equipamentos de 48 serviços em todo o Brasil.
 



Mirna Gois
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12 de mar. de 2011

Medicamentos controlados pelo governo devem sofrer aumento


Via G1-Ciências
     Os preços dos medicamentos controlados pelo governo devem aumentar entre 3,54% a 6,01% a partir do final de março. As regras valem para cerca de 20 mil medicamentos como antibióticos e remédios de uso contínuo. Os novos preços terão de ser mantidos até março de 2012. 
     A resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) não define os porcentuais do reajuste para cada medicamento. O fator de produtividade é levado em consideração para fazer o cálculo junto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre março de 2010 e fevereiro de 2011. Os valores oficiais deverão ser publicados em uma nova resolução.
     Além do acúmulo do IPCA, o reajuste leva em conta a competitividade de determinado remédio no mercado, avaliada pelo nível de participação de genéricos nas vendas. Quanto maior a participação de genéricos nas vendas de cada segmento, maior o porcentual de reajuste permitido. A composição do índice de reajuste observa também o ganho de produtividade.

Mirna Gois
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4 de mar. de 2011

Ibuprofeno e Mal de Parkinson


Anti-inflamatório ibuprofeno reduz risco de Parkinson. Quem toma o anti-inflamatório tem 27% menos riscos de ter o mal.

      "Não há remédio para a doença de Parkinson, então a possibilidade de que o ibuprofeno, um medicamento relativamente não tóxico, possa ajudar a proteger contra esta doença é apaixonante", afirmou o médico Alberto Ascherio, professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos EUA, um dos coautores da pesquisa.
     Os neurologistas consideram que o ibuprofeno reduz a inflamação no cérebro que poderia contribuir para o desenvolvimento da doença.
     Para este estudo, os pesquisadores analisaram os dados médicos provenientes de 98.892 enfermeiras e de 37.305 homens, também profissionais de saúde.


FONTE: G1 - Ciências e Saúde (Da France Presse)

Mirna Gois
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2 de mar. de 2011

Açúcar e Pressão Sanguínea

Consumo exagerado: ingerir sucos e refrigerantes adoçados com açúcar é tão arriscado para a saúde cardíaca quanto a alta ingestão de sal.
      Ingerir bebidas açucaradas em excesso pode elevar os riscos de pressão alta. O alerta foi feito por uma equipe de cientistas da Escola de Saúde Pública do Imperial College London, da Inglaterra. Segundo os pesquisadores, beber volumes superiores a 355 mililitros por dia de suco de fruta com açúcar ou bebidas gaseificadas (refrigerantes em geral) pode aumentar a pressão arterial em até 1,6 mmHg (milímetro de mercúrio). 
      Os cientistas acreditam que, quando presente em grandes quantidades no sangue, o açúcar desequilibra o tônus do vaso sanguíneo, além de desregular os níveis de sal – aumentando, assim, a pressão. Os pesquisadores descobriram que a ingestão de açúcar foi maior entre aqueles que consumiram mais de uma bebida adoçada com açúcar por dia – líquidos dietéticos não produziram o mesmo efeito.
      “É amplamente sabido que, se você ingere muito sal, os riscos de desenvolver pressão alta são maiores. Esse estudo mostra, no entanto, que também é importante se preocupar com a quantidade de açúcar consumida”, diz Paull Elliott, um dos autores do estudo.


FONTE: Veja - Saúde

Mirna Gois
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25 de fev. de 2011

Método falho no diagnóstico de diabetes

     O diagnóstico da diabetes em crianças e adolescentes é feito pelo mesmo método usado para investigar a doença em adultos: mede-se a glicemia no sangue (hemoglobina A1c) . Recentemente, cientistas nos Estados Unidos defendem que o método não é eficiente para crianças e jovens.


      O agravante é que, quanto mais prematuro o diagnóstico em crianças e adolescentes, maiores são as chances de prevenção de males crônicos, que podem demorar até quatro anos para se desenvolver. "Por isso, é importante que seja feito logo um teste totalmente seguro, que apresente resultados mais certeiros", diz Cavalcanti.
      O teste da hemoglobina A1c é um exame simples de sangue que mede os níveis de açúcar a longo prazo. Ao contrário de outros testes, ele não exige que o paciente faça o longo jejum de 12 horas antes da coleta da amostra. Pela simplicidade, se tornou o preferido de médicos americanos. É muito usado também por pessoas que fazem o teste de maneira preventiva, já que não apresentam os sintomas da diabetes.
     A pesquisa defende que seja reabilitado o exame de glicemia de jejum de doze horas, um procedimento que era rotineiro na investigação da diabetes em crianças e jovens. O método, contudo, aos poucos foi substituído pela técnica da hemoglobina A1c, devido à praticidade desta.

FONTE: VEJA-Saúde

 
Mirna Gois
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24 de fev. de 2011

Vacina Universal contra a Gripe

    O grande obstáculo para o desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe está nas características mutantes do vírus da influenza. O vírus que ataca neste ano estará diferente no ano seguinte. Por isso as vacinas têm validade curta. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, mudou a abordagem da fabricação da vacina e pode estar perto de criar uma imunização universal.
     Os pesquisadores australianos resolveram usar um peptídeo, uma molécula presente em todos os vírus da gripe, para criar a vacina. A ideia é que os anticorpos identifiquem essa molécula e com isso possam destruir diversas cepas do vírus. De acordo com o periódico científico Journal of General Virology, o grupo da Universidade de Adelaide teve sucesso no teste em ratos.
     Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram peptídeos de uma pequena região do vírus da gripe para acionar uma resposta imunológica. A vacina testada apresentou 100% de proteção contra os vírus A e B e 20% contra o vírus H5N1, conhecido como gripe aviária.
     A vacina australiana teria ainda a vantagem de ser administrada pelo nariz. Segundo Miller, o formato de spray nasal é um procedimento não-invasivo e ajuda pessoas que têm medo de agulhas. “Essa vacina também poderá reduzir o risco de alergia de grande parte dos pacientes – já que a vacina atual é produzida em ovos e quem tem alergia a ovo não pode ser imunizado”, diz.


FONTE: VEJA-Saúde

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
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