2 de jun. de 2011

Cientistas desenvolvem compostos que repelem mosquito da dengue

     Uma nova técnica pode ajudar a produzir repelentes e fornecer mais uma arma na luta contra doenças como a dengue e a malária. A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade da Califórnia, Riverside, nos EUA e seus resultados foram publicados pela revista científica “Nature”.
     Os mosquitos que se alimentam de sangue humano localizam suas presas – ou seja, nos encontram – pelo olfato. Eles são atraídos pelo gás carbônico (CO2) que exalamos. Sabendo disso, a equipe chefiada por Anandasankar Ray buscou desenvolver produtos químicos que afastassem os mosquitos interferindo em sua percepção sensorial.
     A pesquisa teve como alvo três espécies de mosquito que transmitem doenças graves: oAedes aegypti, vetor da dengue; o Culex quinquefasciatus, que tem como doença mais grave ligada a ele no Brasil a filariose linfática; e o Anopheles gambiae, que espalha a malária, sobretudo na África.
     O entomologista Ademir Martins, que é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e tem experiência no combate aos vetores, faz ressalvas. “É uma alternativa, mas é uma medida paliativa.     A principal medida ainda é a eliminação dos criadouros, e não o uso de repelentes”, alertou o especialista brasileiro. “Todo avanço é bem-vindo, desde que não seja prejudicial à saúde e barato”, completou.


FONTE: G1.com


Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

30 de mai. de 2011

Produtos de limpeza podem causar obesidade

Segundo endocrinologista, alguns compostos nos produtos de limpeza podem favorecer o aumento da obesidade.



     Alguns compostos comuns no dia-a-dia, presentes em coisas que vão desde produtos de limpeza, plásticos e agrotóxicos até metais e plantas, são capazes de alterar o metabolismo humano e causar obesidade, de acordo com o endocrinologista Nelson Rassi, do Hospital Geral de Goiânia.
     Essas substâncias, chamadas de "disruptores endócrinos", alteram tanto a função quanto a produção hormonal e aumentam a gordura abdominal, afirmou o médico em um simpósio realizado nesta quinta-feira (26)  durante o 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, em São Paulo.
     Esse compostos são encontrados em diversos produtos industriais ou farmacêuticos. E, quanto mais jovem for a pessoa – ainda criança ou na vida intrauterina –, mais suscetível ela está. 
     Rassi citou, dentre vários, um produto como possível causa de obesidade: um composto químico denominado "ftalato", utilizado em brinquedos e banido da Europa em 1999 e dos EUA em 2008. O produto continua sendo aplicado em perfumes, laquês, embalagens e revestimento de paredes.     
     O médico mencionou, ainda, a "genisteína", um derivado da soja, e o fungicida "tributilina", usado na preservação de madeiras, que têm sido apontados como responsáveis pelo ganho de peso em animais. “A soja em si não tem esse poder deletério, mas sim esse concentrado”, explicou.
     "As leis devem ser mais rígidas em relação aos produtos cujos efeitos desconhecemos, principalmente os destinados ao público infantil”, disse Rassi.


FONTE: G1.com

Enviado por Paloma Carvalho (aluna 1º período de Farmácia - UFPI)

28 de mai. de 2011

Vacina de HIV e malária em dez anos

     Progressos clínicos e tecnológicos na área da imunologia indicam que será possível desenvolver vacinas contra Aids e malária nos próximos dez anos, diz artigo publicado na revista "Nature" desta semana. Segundo o pesquisador italiano Rino Rappuolli e o americano Alan Aderem, que assinam o texto, o combate à Aids e à malária ainda é o maior desafio mundial em saúde pública do século 21.
     
     A aceitação de um indivíduo a uma vacina depende de inúmeras interações de fatores genéticos, moleculares e ambientais. Por isso, segundo o infectologista e imunologista Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da USP, a abordagem do futuro para a produção de novas doses deve contemplar "tudo ao mesmo tempo". “Esses sistemas geram quantidades fenomenais de dados em computador, por meio de modelos matemáticos, para encontrar relações e padrões que levem a alguma descoberta”, disse. É o que os norte-americanos chamam de “mineração de dados”, que pode servir para encontrar regras no meio do caos.
     O imunologista David Watkins, da Universidade de Wisconsin, nos EUA, que está em São Paulo para conhecer o Instituto Butantan, afirma que os resultados de vacinas contra HIV em macacos são encorajadores. “Em um estudo publicado há duas semanas na 'Nature', 50% dos animais foram protegidos do vírus, e agora temos que entender por quê”. 
     "Ainda não há um meio de reproduzir um vírus do HIV que seja representante dos demais. E o que dificulta tanto uma vacina contra essas doenças é que os vírus (ou bactéria, no caso da tuberculose) só se multiplicam dentro das células, então ficam protegidos”, explicou Kallas. Os anticorpos, por sua vez, costumam agir do lado de fora, não atingindo os agentes patogênicos.
     Os pesquisadores concluem no artigo que ainda há complexos mecanismos imunológicos não completamente compreendidos pela ciência. Mas um modelo inovador de exames clínicos, que testam várias vacinas em paralelo e obtêm informações pela biologia sistêmica, deve acelerar o desenvolvimento de vacinas e aumentar a compreensão do sistema imunológico humano em um futuro próximo.


FONTE: G1.com

Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

27 de mai. de 2011

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens

     A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de uma vacina para combater o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em homens de 9 a 26 anos no Brasil. A aplicação é recomendada para quatro tipos do vírus, responsáveis por causar verrugas genitais. A substância não está disponível na rede pública e custa R$ 900.

     O uso de vacinas contra o vírus em homens já existia no Brasil, com o remédio sendo prescrito por médicos por conta da relevância de estudos que já apontavam o efeito benéfico das imunizações no sexo masculino. Mas a agência regulatória brasileira ainda não havia aprovado a indicação de nenhuma das substâncias para homens. Já para mulheres, esse aval existe desde 2006.
     O estudo clínico foi feito em 4.065 homens de 18 países, com idades entre 16 a 26 anos. A eficiência da vacina foi testada para os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Por atacar quatro tipos de HPV, a vacina recebe o nome de quadrivalente. Durante a pesquisa, o efeito da substância foi testado em comparação com placebos.
     Além do combate às verrugas, a vacina foi eficiente em 85,6% dos casos para evitar a infecção persistente pelo vírus.
     Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tipos 16 e 18 respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os tipo 6 e 11 estão presentes em 90% das verrugas genitais. Nos homens, o HPV pode levar a câncer no pênis, no ânus e na orofaringe.


FONTE: G1.com / Ciências e Saúde

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

24 de mai. de 2011

Medicamentos com prazo de validade vencido: O que fazer?

     O ideal é não colocar esses remédios dentro da embalagem original no lixo para evitar que outras pessoas venham a ingeri-los; é preciso ficar atento para não tomar medicamentos vencidos e sofrer reações adversas.
     
     Muitas pessoas têm em casa remédios que não usam mais: comprimidos, xaropes, entre outros. Por isso, surge a dúvida: depois que vencer o prazo de validade desses medicamentos, o que fazer com eles? É correto jogar no lixo ou na pia? A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária orienta como proceder da maneira mais adequada com relação ao assunto.
     “Nós não temos legislação que trate da questão do descarte de medicamentos vencidos ou impróprios para consumo. Mas temos que ter o cuidado de não colocar o remédio na embalagem original no lixo, senão ele vai servir para um catador reaproveitá-lo”, afirma o gerente da Apevisa, Jaime Brito. 
     A dona de casa Nira explica como faz com os remédios vencidos que encontra em sua casa. “Geralmente abro, tiro da cartela o comprimido, coloco no vaso sanitário e dou descarga. Quando é de cápsula, abro e despejo lá também. Com os líquidos, também é a mesma forma”, diz.
     Ela diz que procura sempre conferir a data de validade dos medicamentos, mas às vezes se descuida com relação a isso. “Às vezes me esqueço, deixo na caixinha e o tempo vai passando. Quando vejo que a caixa está cheia de remédios, eu faço uma limpeza nela e vejo a validade”, conta.
     Um costume muito comum das pessoas é cortar a cartela de medicamentos, deixando uma das partes sem a data de validade. “Isso é completamente errado, pois, além de não ter data de validade, deixa o medicamento aberto e sem proteção nenhuma”, diz o gerente.
     Jaime Brito ressalta os perigos de ingerir um medicamento com prazo de validade vencido. “Ele pode fazer não fazer nenhum efeito ou pode dar uma reação adversa dependendo da composição que ele tenha”, afirma.
     Uma solução para o problema dos medicamentos vencidos é a comercialização de remédios fracionáveis. “Todo medicamento fracionável tem o prazo de validade e o número de lote em cada unidade e vem com uma bula para cada comprimido em uma embalagem própria. O grande problema é que isso não pegou no país ainda. Nem a indústria faz todos os medicamentos fracionáveis nem as farmácias se interessam para disponibilizar de forma fracionável”, diz Jaime Brito.

FONTE: pe360°

Enviado por Lunara Caetano (aluna 1° período farmácia - UFPI)

22 de mai. de 2011

Remédios fitoterápicos X Impurezas


     Medicamentos à base de plantas medicinais - fitoterápicos - podem provocar efeitos colaterais, dependendo da dose e da planta; além disso, podem não surtir efeito prometido ou ainda gerar outras doenças.


     Muita gente tem o costume de comprar medicamentos à base de plantas medicinais - os chamados remédios fitoterápicos. Mas é preciso muito cuidado para não adquirir produtos falsificados ou sem registro no Ministério da Saúde.
     No Recife, pesquisadores da Universidade Federal e Federal Rural de Pernambuco descobriram que muitos desses remédios não estão dentro de um padrão de qualidade. Em busca da cura, há quem prefira o que parece mais saudável. “Geralmente eu uso mais o fitoterápico, porque ele não tem contra-indicação. A gente toma e não sente, ele é totalmente natural, né?”, diz a funcionária pública Maria Aparecida Ferraz. Mas não é bem assim.
     Os remédios fitoterápicos podem, sim, provocar efeitos colaterais, dependendo da dose e da planta. Selos que dizem "100% natural" podem enganar o consumidor. O problema pode ser ainda mais grave: podem não surtir o efeito prometido ou ainda gerar outras doenças.
     Durante cinco anos, os estudiosos analisaram mais de 200 produtos - entre chás e comprimidos - e constataram que 59,2% continham alguma impureza. Em outra pesquisa, surge outro dado importante: 92,6% dos medicamentos analisados não tinham bula ou informações na embalagem sobre a indicação de tratamento.
     “As bulas nos produtos fitoterápicos são o principal instrumento de informação ao consumidor, tudo isso tem que vir informando, as propriedades biológicas, o correto uso, os grupos de risco que não podem tomar e outras informações que são necessárias para o uso racional”, explica o pesquisador da UFPE Joabe Gomes de Melo.
     Na hora da compra, o consumidor deve verificar se o remédio está inscrito no Ministério da Saúde. Mesmo os xaropes devem ter o número da inscrição na embalagem - desista do produto "isento de registro". 
     A Vigilância Sanitária já identificou no mercado um golpe a saúde do consumidor. O "Natural Life", que se apresenta como remédio para dores feito à base de plantas, na verdade contém hormônios e outras substâncias químicas. Além de não ter registro, não se sabe onde é fabricado.
     "Nesse caso é um medicamento que está sendo vendido como natural, principalmente para idosos, com dores de coluna, problemas de ortopedia... A gente constatou que ele tinha cinco substâncias corticóides, altíssimas doses de antiinflamatórios, e nós não sabemos o que isso está causando na população que está usando isso como sendo um produto natural", afirma Jaime Brito.



Enviado por Carla Mariana (aluna 1° período Farmácia - UFPI)

Chás e cápsulas naturais: efeitos adversos se usados sem prescrição

     Se um produto é natural e não precisa de prescrição médica para ser usado, ele deve ser seguro, fazer bem à saúde e quase não ter efeitos colaterais, certo? Não necessariamente. A medicina alternativa complementa os cuidados com a saúde — cerca de 25% de todos os medicamentos são derivados de árvores, arbustos ou ervas. Mas, se não usados com cautela, os produtos naturais podem causar reações adversas e até modificar a ação de outros remédios.
     “As pessoas acham que é natural e que pode tomar à vontade. Acham que, se não faz bem, mal não faz. Isso é errado, porque dependendo da dosagem pode virar veneno. Ou seja, não se deve tomar chás ou cápsulas naturais sem orientação”, explica o médico João Marcello Branco. Os fitoterápicos são uma classe de substâncias retiradas da natureza classificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamentos e devem ser tratadas como tal.

     “Algumas ervas potencializam o efeito dos medicamentos sintéticos. Outras atrapalham. Além disso, muitas vezes as drogas e os fitoterápicos são metabolizados no mesmo órgão, como o fígado. Isso sobrecarrega seu funcionamento e pode provocar uma hepatite medicamentosa aguda”, diz Branco.


Misturas Perigosas
CAMOMILA
Usada como calmante e anti-inflamatório, prejudica a ação de remédios para afinar o sangue e bloqueia a absorção de ferro.
ÉFEDRA
Indicada para tratamento de obesidade e asma, a substância aumenta a pressão arterial e pode estimular excessivamente o sistema nervoso central.
GINKGO BILOBA
A planta costuma ser usada para melhorar a circulação e até mesmo a memória, mas pode trazer sérios riscos. O produto potencializa o efeito dos medicamentos para afinar o sangue e pode aumentar o risco de convulsões.
GINSENG
Usado como estimulante, o ginseng interfere na ação de medicamentos para o coração, para controlar a pressão e para diabete. Além disso, o produto prejudica a ação de antidepressivos e de drogas para afinar o sangue.


FONTE: Parceiro da Saúde

Enviado por Paulo Tércio (aluno 1° período farmácia - UFPI)