29 de jun. de 2011

Proibição de propaganda do Activia pela ANVISA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira a suspensão de todas as propagandas do iogurte Activia por problemas na divulgação de suas propriedades.


Afinal, o que é Activia? O que são os bacilos DanRegularis ? "Bifidobacterium animalis é uma bactéria anaeróbica gram-positiva encontrada nos intestinos de animais de grande porte, inclusive humanos."
Qual seria então a fonte para se obter o famoso DanRegularis?
São as FEZES HUMANAS!!


      Muitas empresas têm tentado registrar subespécies específicas como uma técnica de marketing, renomeando estas subespécies com rótulos pseudo-científicos.
      A Danone (Dannon) protocolou como marca registrada a cepa DN 173.010, e comercializa o organismo nomeando-o de: Bifidus Digestum (Reino Unido), Bifidus Regularis (EUA e México), Bifidubacterium Lactis ou B.L. Regularis (Canadá), DanRegularis (Brasil) e Bifidus Artiregularis (Argentina, Áustria, Bulgária, Chile, Alemanha, Itália, Irlanda, Romênia, Rússia e Espanha).
     Cientificamente, o nome correto desta cepa é Bifidobacterium animalis subsp.animalis, strain DN-173.010.
     O motivo pelo qual a bebida láctea Activia ajuda na digestão é o simples fato de que a bactéria adicionada pela Danone pertence a uma cepa mais irritante para a mucosa intestinal, que ao entrar em contato trata de expelir o mais rapidamente possível o material fecal.
     Honestamente é saudável, a longo prazo, acostumar o sistema digestório humano a somente funcionar pela introdução de um material irritante/estimulante? Isso não seria viciar o organismo? Não seria mais coerente consumir mais fibras e menos pão branco, o verdadeiro culpado pelos problemas intestinais?
     Activia é um Alimento probiótico, eles dizem... Até quando os consumidores devem ser ingênuos de acreditar cegamente em propagandas e em campanhas de marketing?
     A bebida láctea contendo Bifidobacterium animalis sp vem sendo comercializada pela Danone pelo mundo afora desde 1990, mas somente no Brasil colocaram o nome da marca Danone (DanRegularis) no nome científico registrado.
     Em seu site, a Danone afirma que "tomar Activia diariamente, como parte de uma dieta equilibrada e de um estilo de vida saudável, proporciona uma quantidade suficiente de bacilos DanRegularis para ajudar a regularizar o seu sistema digestivo."
     A Danone foi procurada pela reportagem da FolhaOnline por meio de sua assessoria de imprensa, mas ainda não se manifestou.


FONTE: FolhaOnline

Mirna Gois 
Mestranda em Ciências Farmacêuticas 
bloginfarmacia@gmail.com

28 de jun. de 2011

Criação e produção de vacinas: Brasil e China

     O acordo firmado entre uma empresa brasileira com a China e o Canadá nesta terça-feira (28) tem o objetivo de criar e produzir vacinas contra a tuberculose e para aumentar a sobrevida de pacientes com câncer.
     O pacto foi feito durante uma convenção de biotecnologia realizada nesta semana na capital norte-americana. Durante entrevista ao G1, Fernando Kreutz, presidente da empresa responsável pelo intercâmbio da tecnologia, afirmou que o acordo vai permitir a exportação de tecnologia para o Canadá (vacina terapêutica contra câncer de próstata) e permitir o desenvolvimento e futura fabricação de imunizações com a China (tuberculose).


     A imunização padrão para tuberculose no Brasil é a vacina BCG, disponível na rede pública e produzida em solo nacional. A nova vacina a ser desenvolvida pela parceria sino-brasileira servirá, a princípio, como um complemento da BCG. "Por enquanto, nós temos estudos pré-clínicos", lembra Kreutz. "Mas o objetivo não é substituir a vacina atual, mas aumentar o raio de ação dela combinando outro tipo de biofármaco."
     Já as vacinas para combate ao câncer são mais recentes. A primeira delas, para tratar câncer de próstata, foi aprovada pelo FDA - órgão do governo norte-americano responsável por controlar alimentos e remédios no país - apenas em 2010. Para Kreutz, após a desconfiança inicial, o objetivo agora é produzir uma versão mais competitiva da vacina.


FONTE: G1.com

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

27 de jun. de 2011

ENTREVISTAS COM FARMACÊUTICOS - 3


Entrevista com Alberto Macêdo de Carvalho (Farmacêutico no Piauí)
por: Laynne Hellen e Lucas Mousinho 
 

LL: Porque entre tantas profissões você escolheu ser farmacêutico? 
AM: Escolhi o curso de farmácia por ter trabalhado em uma farmácia comunitária antes do vestibular.

LL: Assim que você se formou, conseguiu entrar logo no mercado de trabalho ou teve alguma dificuldade? E seus colegas de turma?
AM: Demorou um pouco, assim como a maioria dos meus colegas de turma.

LL: Em qual área da profissão farmacêutica você trabalha e por que decidiu atuar nesta?
AM: Análises Clínicas. Por achar que é uma área promissora.

LL: Você é a favor do piso salarial para o farmacêutico no Piauí?
AM: Sim, vai ajudar a promover o reconhecimento do profissional.

LL: O que você acha que deve ser feito para que o farmacêutico ganhe um maior reconhecimento no estado do Piauí?
AM: A obrigatoriedade de sua presença nos estabelecimentos de saúde, para que seu trabalho seja visto pela sociedade.


O blog Farmácia em Foco agradece a participação e a gentileza de Alberto Macêdo em atender nossos alunos.

23 de jun. de 2011

ENTREVISTAS COM FARMACÊUTICOS - 2

Entrevista com Luis Alberto de Sousa Rodrigues (Farmacêutico no Piauí)
por: Rebeca Costa e Michael Soares


RM: Nome, idade, quando e onde se formou.
LA: Luis Alberto de Sousa Rodrigues, 26 anos, formado em 2009 na UFPB.

RM: Por que você escolheu o curso de farmácia?
LA: Meu pai é dono de farmácia, então desde pequeno tive contato com medicamentos. Dessa forma, pesquisei sobre a profissão e me identifiquei.

RM: Quando decidiu em que área iria atuar?
LA: Decidi no 8º período.

RM: Você acha que o farmacêutico tem uma boa remuneração?
LA: Não. Acho que somos muito mal remunerados e sou a favor de um piso salarial justo e nacional.

RM: Você acha que a população em geral sabe e reconhece o papel do farmacêutico na sociedade?
LA: Não. Muita gente ainda não sabe o papel do farmacêutico, principalmente no interior.

RM: Você é feliz com a profissão que escolheu?
LA: Sim, sou um profissional realizado.


O blog Farmácia em Foco agradece a participação e a gentileza de Luís Alberto em atender nossos alunos.

22 de jun. de 2011

ENTREVISTAS COM FARMACÊUTICOS

Olá Leitores do blog Farmácia em Foco!!! 
     Nesse período (2011.1) na Disciplina Introdução à Farmácia no curso de Farmácia da UFPI, foi proposto aos alunos que entrevistassem profissionais na área de Farmácia com o objetivo de investigar o porquê da escolha da profissão, suas experiências e perspectivas sobre a mesma.

O Blog Farmácia em Foco irá publicar diariamente as entrevistas com os profissionais dessa área realizada por cada grupo de alunos. 
FIQUEM LIGADOS!!! 

Entrevista 1
Entrevista com André Igor (egresso do curso de farmácia da UFPI)
por: Karla Genini e Miguel Castro

KM: Qual era sua opinião sobre o curso antes de ingressar na universidade e o que levou a escolhê-lo?
AI: Bem, no ensino médio, quando tive de escolher um curso pra fazer vestibular, eu sabia que queria ser um profissional da saúde, porque essa era uma vontade minha mesmo, além disso gostava muito de Química, e fiquei nessa dúvida até que um prof. meu me perguntou porque eu não fazia o curso de Farmácia, que era saúde e tinha bastante química. Segui o conselho dele e fui pesquisar qual a função do farmacêutico, e vi algumas áreas onde este poderia atuar e desde já me interessei, em especial, pela área de medicamentos. Quando tive a oportunidade de conversar com um farmacêutico e vi o quanto ele era apaixonado por sua profissão tive certeza de que esse era o curso que eu tinha de fazer!

KM: O curso de farmácia oferece um grande leque de opções para os seus graduandos. Por qual motivo você escolheu a área em que trabalha hoje?
AI: Quando eu entrei no curso de Farmácia eu só tinha uma vaga noção das áreas onde o farmacêutico poderia atuar, sendo que aquela época (ainda era o currículo antigo) o farmacêutico se formava e tinha de fazer uma habilitação pra exercer outras áreas. A UFPI só ofertava a habilitação em Análises Clínicas, que não me interessava muito porque, como eu disse anteriormente, eu identificava o farmacêutico como o profissional do medicamento e era esse farmacêutico que eu pretendia ser. 
  Quando migrei para o currículo novo que vi todas as outras áreas onde o farmacêutico poderia atuar confesso que fiquei na dúvida... 
  Cheguei a fazer estágio em Análises Clínicas e pensei em seguir carreira de microbiologista, mas quando fiz um mini-curso de "Boas Práticas de Fabricação na Indústria Farmacêutica" num encontro estudantil em 2006, me identifiquei com a área, e guiei minha graduação para segui-la. Gostei porque sempre me interessei por tecnologias de ponta e coisas assim, e vi que tinha aptidão pra essa área.
  Hoje, infelizmente, não é nessa área que atuo, talvez por falta de indústrias farmacêuticas em Teresina e por não ter conseguido oportunidade em alguma outra no Piauí, então escolhi trabalhar em áreas de certa forma relacionadas a ela, como a Farmácia de Manipulação ou Magistral, que se assemelham em relação à visão de Boas Práticas, e a Farmácia Hospitalar, que não tem muita relação com a Indústria, mas é onde trabalho com a paixão que me levou a escolher o curso de Farmácia: o medicamento.

KM: Qual a visão das pessoas sobre a sua área de atuação?
AI: Na Farmácia de Manipulação o trabalho do farmacêutico é bastante conhecido e reconhecido, já que é a área que originou nossa profissão. Aí as pessoas constantemente procuram o farmacêutico para tirar dúvidas sobre algum medicamento ou fórmula, e reconhecem nosso papel como provedor de conhecimento técnico no preparo e na formulação dos medicamentos.
  Já na Farmácia Hospitalar o farmacêutico ainda não é muito visto pelas pessoas, já que o serviço de farmácia clínica (que seria aquele que aproxima o farmacêutico dos pacientes) não está muito bem estabelecido nos hospitais. Porém o farmacêutico se relaciona ativamente com toda a equipe de saúde do hospital e também com a equipe administrativa, sendo seu trabalho bastante conhecido dentro do hospital.

KM: Como se encontra o mercado de trabalho para os formados em farmácia?
AI: Aqui em Teresina e no Piauí como um todo ainda são poucos farmacêuticos em relação à enorme demanda que o estado tem. E a demanda vem aumentando conforme as agências de fiscalização aumentam a cobrança sobre os estabelecimentos. O fato é que são muitas as propostas de trabalho e vez ou outra aparecem oportunidades melhores que acabam por fornecer, mesmo para o recém-formado, a oportunidade de escolher aonde é melhor trabalhar. Também tem surgido muitos concursos.

KM: Quais são suas expectativas para a área farmacêutica nesses anos que vêm?
AI: Os últimos farmacêuticos que tem se formado na universidade vivenciaram uma experiência diferente na formação. Apesar de ainda necessitar de muitas melhorias, especialmente na parte pedagógica, o curso de Farmácia está mais estruturado e sistematizado, o que permitiu que os farmacêuticos que se formaram nos últimos 3 ou 4 anos adquirissem uma visão diferente do que é ser farmacêutico. O próprio crescimento do Centro Acadêmico e sua participação na conscientização ética e política dos estudantes tem contribuído pra isso.
  Minha expectativa é que esses farmacêuticos que se formaram nas últimas turmas comecem a mudar a atividade farmacêutica no estado com seu trabalho diferenciado, mais técnico, ético,
responsável e também político, com uma visão mais social em seu exercício. Acredito que com essas mudanças no exercício da profissão isso acabe por gerar um efeito cascata que exija que os antigos farmacêuticos se atualizem e melhorem suas práticas, estando mais presentes nos estabelecimentos, fazendo um bom trabalho e conseqüentemente sendo mais reconhecidos pela sociedade, afinal "quem não é visto, não é lembrado".

KM: O que é ser farmacêutico?
AI: É uma pergunta complexa, mas me baseio em dois pensamentos para respondê-la. O primeiro é o de Mahatma Gandhi, que diz que "Acreditar em algo e não viver é desonesto" e o
segundo é o de Oswaldo Cruz, se não me engano, que diz que todo profissional de saúde é também um sanitarista. Eu considero que o farmacêutico é o profissional do medicamento,  com todo o respeito às outras áreas como alimentos e análises clínicas, não tem como se pensar no farmacêutico sem associá-lo aos medicamentos. Esse é o berço da profissão, e é a única área que é exclusiva do farmacêutico. Durante sua formação o farmacêutico adquire vários conhecimentos sobre os riscos da utilização de medicamentos, que vão à contramão do que está estabelecido como paradigma na nossa sociedade que é o medicamento como mercadoria.
  O farmacêutico sabe mais do que ninguém que o medicamento não é uma simples mercadoria e que as conseqüências de seu uso como tal são nefastas. Quando digo que me baseio no pensamento de que acreditar em algo e não viver é desonesto pra definir o que é ser farmacêutico, é no sentido de que, a partir do momento que o farmacêutico sabe que o medicamento não é mercadoria, não deve ser tratado como tal e acredita nisso, é desonesto agir de outra forma. Unindo isso ao pensamento de que o farmacêutico é também um sanitarista, ser farmacêutico significa ser um profissional que luta pela saúde pública e que está sempre atento a algo que possa feri-la (a saúde pública). É uma profissão especial, nesse
sentido, porque é o profissional que está em todos os níveis da atenção à saúde e principalmente no último e mais próximo que é no momento em que a pessoa recebe o medicamento e vai pra casa utilizá-lo. Como costumamos dizer, sem farmacêutico a saúde não
tem remédio.

O blog Farmácia em Foco agradece a participação e a gentileza de André Igor em atender nossos alunos.

21 de jun. de 2011

Morango melhora qualidade de células do sangue

     O morango pode ser um importante aliado para melhorar a capacidade antioxidante do sangue. É o que indica uma pesquisa publicada no periódico Food Chemistry, segundo a qual a fruta é eficiente em melhorar a resposta das células vermelhas do sangue ao estresse oxidativo, um desequilíbrio químico associado a problemas cardíacos, diabetes e ao envelhecimento.
     Para chegar aos resultados, 12 voluntários saudáveis comeram 500 gramas de morangos todos os dias, por duas semanas. Foram colhidas amostras de sangue depois de quatro, oito, 12 e 16 dias e um mês. Os resultados mostraram que a fruta havia melhorado a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência das células vermelhas à fragmentação causada pela oxidação.
      A equipe de cientistas analisa agora como as diferentes variedades do morango e como o consumo da fruta em menores quantidades (150 gramas, em média) afetaria o organismo. “O importante é que o morango passe a integrar a dieta regular da pessoa, fazendo parte das cinco porções diárias de frutas e vegetais”, diz Maurizio Battino, coordenador do estudo.

 
FONTE: Veja.com Saúde

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

18 de jun. de 2011

Exame de sífilis na gravidez pode salvar bebês


     As vidas de centenas de milhares de bebês podem ser salvas anualmente se mulheres grávidas fizerem exames de sífilis, dizem pesquisadores na Grã-Bretanha. Pesquisadores da University College London analisaram 10 estudos prévios, que envolveram um total de 41 mil mulheres, e divulgaram suas conclusões na publicação científica "Lancet Infectious Diseases".
     A sífilis causa a morte de meio milhão de bebês todo ano, número que inclui natimortos e bebês que morreram pouco após o nascimento, a maioria na África subsaariana.
     Os pesquisadores dizem que exames e consequentes tratamentos a base de antibióticos seriam uma forma barata e efetiva de diminuir pela metade o número de mortes.
     O estudo sugere que a realização de exames acompanhados de tratamento resultou na redução de 58% dos casos de natimortos e em uma redução similar nos casos de mortes nas primeiras semanas de vida. Casos de sífilis congênita também foram reduzidos.

Custo
     A sífilis é uma doença sexualmente transmissível que resulta em ferimentos e coceiras e evolui para danos mais sérios ao coração, cérebro e olhos, podendo causar a morte. Ela pode ser passada de mãe para filho pela placenta, doença conhecida como sífilis congênita.
     Calcula-se que menos de uma em cada oito mulheres faz o teste de sífilis durante a gravidez e mais de dois milhões de mulheres com a doença ficam grávidas anualmente. Em mais de dois terços dos casos, ocorrem sérias complicações.
     Outro estudo complementar publicado no Lancet calcula que o custo para a realização de testes para a sífilis é de US$ 1,44 (equivalente a cerca de R$ 2,3).
     Os pesquisadores dizem ainda que se todas as mulheres grávidas que testarem positivo receberem uma única dose do antibiótico benzatina antes da 28ª semana de gravidez, não haveria mais mortes de bebês recém-nascidos causa da sífilis.


Enviado por Miguel Castro (aluno 1º período farmácia - UFPI)

16 de jun. de 2011

Brasil consome metade da sibutramina vendida em todo o mundo


     Brasil é responsável pelo consumo de cerca de 50% da sibutramina vendida em todo o mundo, além de ocupar o terceiro lugar no ranking dos países que mais consomem derivados anfetamínicos. Os dados citados pelo diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, durante a abertura do Painel Técnico Internacional sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite, evidenciam uma contradição. Se os índices de obesidade têm crescido no Brasil nos últimos anos, qual a eficácia da utilização dos anorexígenos no tratamento da obesidade?
     Esse e outros questionamentos norteiam o Painel Internacional promovido pela Anvisa, nesta terça-feira (14), em Brasília. O objetivo é identificar o perfil de segurança e eficácia dos medicamentos inibidores de apetite com a finalidade de dar subsídios à tomada de decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa sobre a retirada ou manutenção destes medicamentos no mercado farmacêutico brasileiro.
     Durante o período da manhã, o debate se concentrou na análise dos prós e contras do uso da sibutramina, com base nas evidências científicas disponíveis, em especial no mais recente estudo com o medicamento, o estudo SCOUT. A pesquisa em questão foi realizada em 16 países, com 10.744 mil pacientes, e indicou um aumento significativo do risco cardiovascular em pacientes com histórico deste tipo de problema.
     Segundo o parecer técnico da Anvisa, os riscos da utilização da sibutramina superam os benefícios. " Os fatores de risco cardiovascular se misturam com a obesidade por si só, sendo difícil separar grupos de pacientes para os quais a utilização do medicamento apresentaria margem de segurança aceitável" , afirmou Laís França, do Núcleo de Investigação em Vigilância Sanitária da Anvisa. Entre as reações adversas destacadas pela técnica, estão: elevação da pressão arterial, arritmias, acidente vascular cerebral hemorrágico, convulsões e depressão.
     " A sibutramina não deve ser prescrita irrestritamente. Os médicos precisam avaliar cuidadosamente todas as alternativas terapêuticas e utilizar primeiro as mais seguras, mas há casos para os quais os benefícios da sibutramina são inquestionáveis, como, por exemplo, no caso de pacientes com problemas nas articulações, com dificuldade para fazer exercícios diariamente" , exemplificou Pedersen.
     Para Ricardo Meirelles, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor da PUC-Rio, o uso da sibutramina é benéfico, desde que obedecidas algumas condições. " A eficácia do medicamento é real desde que o paciente apresente perda de peso e desde que o produto seja utilizado em conjunto com aconselhamento nutricional" , detalhou. Para o professor, a retirada do medicamento do mercado vai deixar os médicos com poucas alternativas terapêuticas para o tratamento da obesidade.
     O professor Francisco José Roma, da Fundação Oswaldo Cruz, manifestou-se contrariamente a este argumento e afirmou que a falta de opção terapêutica não pode ser justificativa para manutenção de tratamentos ineficazes.
     O diretor-presidente da Anvisa destacou a relevância do debate para a tomada de decisão e ressaltou a necessidade de que as entidades que defendem o uso dos anorexígenos apresentem os perfis de pacientes para os quais esses medicamentos devam ser indicados.


FONTE: Jornal Estilo

Enviado por Ione Cristina (aluna 1º período Farmácia - UFPI)

NOVIDADES: Novos medicamentos no mercado farmacêutico


Clariskin: hidroquinona 2% da Kley Laboratórios
Clareia manchas de três tipos básicos: sardas, melanose solar ou senil e melasma ou cloasma, que ocorre na face, na maioria das vezes em mulheres com mais de 25 anos, após a gravidez ou terapia hormonal. Apresentações em gel para pele normal ou oleosa, e creme para pele seca. Não deve ser usado durante a gravidez.

Allexofedrin D: antialérgico e descongestionante da EMS
Composto de cloridrato de fexofenadina (antihistamínico que não provoca sono) e de cloridrato de pseudoefedrina (descongestionante da mucosa4 nasal que alivia os sintomas da rinite alérgica). É comercializado em caixas com 10 comprimidos duplamente revestidos.

Linha Aqua Lent Multiação Plus para lentes de contato da Solótica
A Solótica lançou duas novas linhas de limpeza e conservação de lentes de contato.
A Linha Aqua Lent Multiação Plus lubrifica, desinfeta, enxágüa, conserva, remove proteínas e
limpa profundamente as lentes de contato. É indicada para todos os tipos de LC gelatinosas, inclusive as descartáveis, e vem em frascos convencionais de 120 ou 35ml, ideal para levar no bolso. Todos os produtos da linha têm em sua composição o hidroxipropilmetilcelulose (HPMC) que confere conforto pela eficácia lubrificante.
Já o Aqua Lent Refrescante é uma solução umidificante e lubrificante a base de carboximetilcelulose sódica (CMC), que proporciona conforto similar à maioria das lágrimas artificiais.



Enviado por Lucas Mousinho (aluno 1º período Farmácia - UFPI) 

Pílula do Dia Seguinte pode provocar Infarto


   
     A pílula do dia seguinte foi desenvolvida para situações de emergência, como em casos de rompimento ou não uso do preservativo em uma relação ocasional, em que se queira afastar os riscos de uma gravidez indesejada.
    Porém, muitas mulheres passaram a utilizá-la como uma alternativa de contracepção, fazendo uso da mesma várias vezes por mês, absorvendo assim doses altas de hormônios.
     Se o uso de anticoncepcionais comuns, com baixas doses de hormônios, já elevam o risco de problemas cardíacos, com a pílula do dia seguinte estes riscos podem ser aumentados em consequência das altas doses hormonais, podendo ocorrer infartos e Acidentes Vascular Cerebral AVC, popularmente conhecido como “derrame.
     Entre os efeitos colaterais imediatos estão dor de cabeça e atrasos menstruais e o uso constante, também pode causar gravidez indesejada, em consequência da dificuldade da mulher não conseguir regular novamente seu ciclo menstrual, principalmente se esta faz uso do método contraceptivo baseado em tabela de verificação do período fértil..
     É importante salientar que o medicamento não é contraceptivo e pode reduzir o efeito da da pílula em prazo prolongado.
     A longo prazo as consequências são ainda mais graves, pois pode causar varizes e desenvolver cânceres de ovário e útero, além das doenças cardiovasculares.
     Outro ponto importante é a redução do efeito da pílula em prazo prolongado, pois o medicamento não se trata de um contraceptivo.
     A pílula do dia seguinte é contraindicado para quem sofre de doenças hematológicas (do sangue), renais e tromboembolia, que é a formação de coágulos sanguíneos fora do sistema cardiovascular. Pode perder o efeito se interagir com outros medicamentos, como antibióticos e vitaminas. O recomendado é pedir auxílio ao ginecologista ou consultar o farmacêutico no ato da compra.


FONTE: Blog  José Vilmore (180graus.com)

Enviado por Laynne Hellen (aluna 1º período Farmácia - UFPI)

Remédio já em uso pode ajudar a prevenir contaminações pelo HIV

Uma nova pesquisa aponta que um medicamento já usado no tratamento de pacientes com HIV pode também ajudar na prevenção da transmissão do vírus da Aids.

    O estudo, feito por pesquisadores americanos e publicado no New England Journal of Medicine, indica que o uso do medicamento Truvada ajudou a reduzir em 44% as chances de homens homossexuais com comportamento de risco serem infectados.
    O estudo foi feito com 2,5 mil homens gays e bissexuais sob alto risco de contrair o HIV no Peru, Brasil, Equador, na África do Sul, Tailândia e nos Estados Unidos.
    Metade dos homens recebeu uma dose diária do Truvada – uma droga antirretroviral – que afeta a capacidade do vírus de se replicar em células. A outra metade recebeu um placebo por dia. Todos foram encorajados a usar camisinha.
    Depois de um ano, 36 homens que tomaram Truvada foram infectados pelo vírus, em comparação com 64 infectados entre os que tomaram placebo.
    Muitos dos homens falharam em tomar o remédio diariamente. Entre os que faziam uso regular do Truvada, o risco de infecção caiu 73%.

Avanços e preocupações
    A descoberta parece ser um importante avanço no combate à Aids, mas, segundo especialistas, não deve ser vista como a forma prioritária de prevenção.
    O correspondente de temas médicos da BBC Fergus Walsh adverte também que o estudo deixa muitas questões pendentes: não há conclusões sobre eventuais reduções na infecção entre pessoas heterossexuais; o Truvada traz efeitos colaterais, como náusea; e o medicamento é caro – custa cerca de US$ 36 por dia nos Estados Unidos.
    Por fim, há preocupações quanto a se o uso constante do Truvada poderia ajudar no desenvolvimento de células resistentes à droga.

Complementar
    O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos EUA, um dos patrocinadores do estudo, afirma que ainda são necessários testes para avaliar os efeitos da droga em heterossexuais e mulheres.
    Anthony Fauci, diretor do Niaid. argumenta que as drogas devem ter um papel complementar na guerra ao HIV. O uso de camisinha e um número menor de parceiros sexuais continuam sendo a melhor forma de prevenir infecções.
    “Esperamos que se (a droga) se tornar de fato uma ferramenta útil de prevenção, então o aconselhamento (sexual) associado complementará o efeito da droga e impedirá que as pessoas sejam displicentes e pensem que ‘agora que tenho um remédio não preciso me preocupar (com o uso de camisinha)’”, alegou Fauci.


FONTE: BBC 


Enviado por LUNARA CAETANO (aluna 1ºperíodo Farmácia - UFPI)

15 de jun. de 2011

Fiocruz desenvolve teste que confirma HIV em 20 minutos

     O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz), responsável pela produção de vacinas, reativos e biofármacos, desenvolveu um exame que comprova o diagnóstico do HIV em cerca de 20 minutos. Atualmente, a espera pela confirmação pode chegar a um mês. O teste confirmatório imunoblot rápido DPP® HIV 1/2 será distribuído pelo Ministério da Saúde na rede pública a partir do segundo semestre de 2011. Com margem mínima de erro, o kit garante vários benefícios aos portadores da doença, que vão da agilidade no diagnóstico ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade.



FONTE: Agência Fiocruz de Notícias

Enviado por Michael Soares (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Cientistas identificam genes ligados às enxaquecas


     Cientistas descobriram um trio de genes vinculado com as enxaquecas, inclusive um relacionado exclusivamente com as mulheres, segundo um estudo publicado na revista britânica "Nature Genetics".
     As enxaquecas são dores de cabeça intensas - às vezes são acompanhadas por uma "aura", quando os pacientes têm a impressão de olhar através de vidro congelado -, e que afetam cerca de 20% da população.
     Os cientistas descrevem a condição, que é de três a quatro vezes mais comum entre as mulheres, como uma desordem cerebral em que neurônios e células cerebrais respondem de forma anormal a estímulos.
     A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que fatores hereditários tenham um papel significativo.
     Para ter acesso ao componente genético, Markus Schuerks, do Hospital Brigham de Mulheres, em Boston, coordenou uma varredura internacional de genomas com 23.230 mulheres, das quais 5.122 sofriam de enxaqueca.
     No estudo, diferenças genéticas entre indivíduos foram comparadas. Acredita-se que este é o maior do tipo feito até agora. A pesquisa permitiu a descoberta de variações em três genes que apareceram mais frequentemente em pacientes com enxaqueca.
     Dois deles, conhecidos como PRDM16 e TRPM8, eram específicos de enxaquecas, e contrários a outros tipos de dores de cabeça. O segundo se vinculava a enxaquecas unicamente em mulheres.
     Estudos anteriores demonstraram que o mesmo tipo de gene contém um "marcador" genético para a sensação de dor, tanto em homens quanto em mulheres.
     O terceiro gene suspeito, o LRP1, está vinculado com a percepção do mundo exterior e com "trajetos químicos" dentro do cérebro.
    "O cérebro de uma pessoa com enxaqueca responde de forma diferente a alguns estímulos, suas células nervosas 'conversam' de forma diferente do que as demais", explicou Shuerks.
    "Muitos neurotransmissores participam desta conversa cruzada e alguns parecem ter um papel especial nas enxaquecas. O LRP1 interage com alguns destes caminhos de neurotransmissores e, portanto, podem modular as respostas nervosas que promovem ou suprimem as crises de enxaqueca", acrescentou.
     Nenhuma das variedades genéticas pareceu estar ligada especificamente a enxaquecas com ou sem auras.
     As descobertas foram replicadas em dois estudos menores com populações, um na Holanda e outro na Alemanha, e em um grupo clínico acompanhado pelo International Headache Genetics Consortium.
     "A herança de qualquer uma das variedades genéticas altera os riscos de enxaqueca em 10% a 15%", disse Schuerks.
     A influência destes genes provavelmente não é grande o suficiente para ser imediatamente usado como uma ferramenta de diagnóstico. Mas o resultado "é um avanço na compreensão da biologia da enxaqueca", afirmou.


FONTE: G1.globo.com

Enviado por Audinei de Sousa (aluno 1º período Farmácia - UFPI)

Gigantes farmacêuticas anunciam venda de vacinas a preço de custo para países pobres


     Quatro grandes empresas farmacêuticas anunciaram, nesta segunda-feira, que farão cortes significativos no preço de venda de suas vacinas para países em desenvolvimento.
     GSK, Merck, Johnson & Johson e Sanofi-Aventis concordaram em vender as vacinas a preço de custo após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês).
     O órgão, criado durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em 2000, reúne empresas e representantes do setor público de diversos países para patrocinar programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.
     O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) se comprometeu a reduzir o preço de sua vacina contra rotavírus em 67%. Ela passará a ser vendida por US$ 2,50 (cerca de R$ 4) para países pobres.
     A diarréia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.
     As vacinas serão subsidiadas pela cobrança de preços mais altos a países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina custará US$ 50 (R$ 78).
     "O que precisamos é de um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas, e isso tem que vir do lucro que obtemos com remédios e vacinas", disse Andrew Witty, o diretor executivo da GSK, à BBC. 
     "Mas é óbvio que, as pessoas que estão no Quênia ou em uma favela de Malawi ou em algum lugar assim, não têm capacidade de contribuir, então elas tem que ser ajudadas pela contribuição de países médios e ricos."
     A Gavi se comprometeu a financiar a introdução de vacinas contra o rotavírus em 40% dos países mais pobres do mundo até 2015, mas ainda precisava angariar US$ 3,7 bilhões (R$ 5,8 bilhões) além da quantia já obtida para atingir o objetivo.
     Por isso, a organização pediu cortes nos preços e doações para empresas farmacêuticas e governos. 


FONTE: Estadão.com

Enviado por Luís Mário (aluno 1º período Farmácia - UFPI)