6 de nov. de 2011

Dia Mundial do Derrame





"Uma a cada seis pessoas vai sofrer algum tipo de derrame no mundo"
(Sociedade Europeia de Cardiologia - ESC)

    



     Os dados foram divulgados neste sábado (29), Dia Mundial do Derrame, no qual relatou-se que no mundo, eram 6 milhões de casos fatais por ano em 2010, mas esse índice deve subir para 8 milhões por ano em 2030.
    Derrames acontecem quando um vaso no cérebro é bloqueado por um coágulo ou apresenta algum tipo de rasgo. Ambos os casos fazem o órgão deixar de receber o oxigênio carregado pelo sangue. Com isso, células nervosas morrem e a gravidade do problema depende da extensão e da localização do derrame - nome popular para acidente vascular cerebral (AVC).
     Para o professor holandês Freek Verheugt, que se pronunciou em nome da ESC, o derrame não é uma consequência inevitável da velhice e pode ser evitado se o paciente identificar e modificar comportamentos de risco. A Organização Mundial de Derrame, recomenda seis passos para diminuir a chance de ter o problema:
- Controlar fatores de risco: pressão sanguínea, colesterol no sangue e diabetes;                           
- Ser ativo e fazer exercícios regularmente; 
- Evitar obesidade e manter uma dieta saudável;
- Não abusar do consumo de álcool;
- Evitar fumaça de cigarro e tentar parar de fumar;
- Aprender os sinais que indicam um possível derrame.
     Há duas formas de evitar as lesões causadas por coágulos sanguíneos, reduzindo assim o risco de um AVC ou cardiopatia: impedir a formação de coágulos (com anticoagulantes) ou dissolver os coágulos já existentes (com trombolíticos).

• Anticoagulantes
Impedem a formação de coágulos, estabilizam os existentes e evitam que fragmentos de coágulos se separem e bloqueiem um vaso sanguíneo. Estes medicamentos podem ser administrados por via intravenosa (como a heparina) para efeito imediato, ou oralmente (como a varfarina); estes últimos são usados no tratamento preventivo de pessoas de alto risco de AVC.

• Antiagregantes plaquetários
Reduzem a viscosidade das plaquetas, que ajudam na coagulação do sangue. Graças à sua ação antiagregante plaquetária, a Aspirina é normalmente prescrita na sequência de um ataque cardíaco ou AVC.

• Medicamentos trombolíticos
Aumentam as quantidades de uma enzima chamada plasmina, que decompõe a fibrina, uma das componentes dos coágulos. Estes medicamentos dissolvem os coágulos que se tenham formado e que estejam a bloquear vasos importantes.

Medicamentos redutores dos lípidos
Alguns lípidos (gorduras), como o colesterol e os triglicéridos, podem acumular-se no sangue e formar placas nas artérias - aterosclerose. Se estas placas restringirem o fornecimento de sangue ao cérebro ou ao coração, pode ocorrer um AVC ou ataque cardíaco.
Os medicamentos redutores dos lípidos atuam reduzindo o colesterol e/ou os triglicéridos do sangue.

     Além disso, atualmente possuí-se uma nova forma de tratamento. Este baseia-se na utilização das células-tronco, e que estão apresentando êxito em testes preliminares. Os primeiros testes clínicos de uma técnica que as usam para tratar pacientes que sofreram derrames cerebrais entrarão em sua segunda fase após serem autorizados oficialmente na Grã-Bretanha.
     Uma avaliação feita por um órgão independente concluiu que a primeira fase de testes - em que células-tronco foram injetadas nos cérebros de três pacientes em um hospital de Glasgow, na Escócia - não produziu efeitos adversos sobre o grupo de voluntários. A equipe de pesquisadores, da Escola de Medicina da Universidade de Glasgow, espera que as células-tronco auxiliem o organismo a reparar o tecido cerebral danificado pelo derrame.


FONTE: G1.com

Mirna Gois
Mestranda em Ciências Farmacêuticas
bloginfarmacia@gmail.com

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